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Paulínia Petróleo e Gás: desenvolvimento da indústria pode ajudar a transformar Brasil em país desenvolvido, destaca diretor da Fiesp

Durante abertura do “Paulinia Petróleo e Gás”, Jose Ricardo Roriz Coelho destaca relevância que a cadeia produtiva pode ter para o desenvolvimento nacional

Guilherme Abati, de Paulínia, Agência Indusnet Fiesp

O coordenador do Comitê de Petróleo e Gás Natural (Competro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, abriu o ciclo de palestras do “Paulínia Petróleo e Gás”, nesta quarta-feira (21/08), evento realizado na cidade da Região Metropolitana de Campinas.

Roriz destacou as oportunidades para desenvolvimento dessa cadeia produtiva no Brasil, além de comentar a importância da indústria de transformação como estratégica para o crescimento socioeconômico brasileiro.

“Nos próximos 15 anos, precisaríamos dobrar a renda per capita atual para nos transformarmos em um país desenvolvido. Acredito que, através da indústria de transformação, com participação fundamental do setor de petróleo e gás, esse desenvolvimento seja possível”, disse Roriz, vice-presidente da Fiesp e dieretor.

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Cerimônia de abertura do 'Paulínia Petróleo e Gás'. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com o coordenador da Fiesp, somente a criação de um projeto de crescimento tornaria possível alcançar tal meta. “É possível esse crescimento na renda. Já obtivemos taxas de crescimento de 6,1% entre 1961-1970. Além disso, outros países fizeram isso recentemente”, afirmou.

O diretor da Fiesp explicou que tais países, com alto e recente crescimento econômico, conseguiram a façanha graças a altas taxas de investimento, e com ampla atividade industrial, com 25% de participação no Produto Interno Bruto (PIB).

“A indústria de transformação, [assim] como [a cadeia produtiva] de petróleo e gás natural, é fundamental para alcançarmos essa meta ideal de crescimento. A indústria de transformação é uma mola propulsora de desenvolvimento. Países com alto índice de crescimento prosperaram devido às ações das indústrias.”

“Nesse contexto, a indústria de petróleo e gás é um setor importante para a dinamização de toda a indústria de transformação, com alto potencial de crescimento e investimento para os próximos 15 anos”.

Cenário do setor no Brasil

Segundo Roriz, o setor pode ajudar a dinamizar setores de maior impacto socioeconômico no Brasil.

“Hoje, 12% do PIB é proveniente do setor de petróleo e gás. Em 2020, com 528 bilhões em investimentos, o setor deverá representar 20% do PIB – se tudo ocorrer conforme esperamos.”

Além do crescimento, o setor, segundo o coordenador do Competro, é o que oferece os melhores salários dentro da indústria de transformação.  “Além do alto potencial de investimento, é um setor com potencial de crescimento, investimento, e que cria empregos de excelente qualidade”, argumentou.

Roriz acrescentou que, além dos recursos naturais do país, o setor crescerá no Brasil devido à estabilidade politica e social. “O Brasil, entre os países com grande reserva de petróleo, é o que possui maior estabilidade politica. Isso é bastante positivo. É um fator de atração de investimentos e oportunidades.”

Oportunidades na cadeia produtiva

De acordo com Roriz, também diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, as oportunidades atuais são enormes dentro da cadeia produtiva, principalmente em “indústrias de bem e serviço, máquinas, equipamentos e indústria naval”.

Outra grande oportunidade, ressaltou, está no pré-sal, com a utilização do recurso para “desenvolver outras cadeias produtivas , trazendo o aumento da competitividade nacional”.

Há também oportunidades em exploração, desenvolvimento, refino e produção. “A indústria tem oportunidade para atender aos investimentos necessários, com potencial de geração de quatro milhões de empregos.”

No encerramento de sua palestra, Roriz listou propostas para impulsionar o desempenho do setor no país.

A redução do preço do gás natural a níveis internacionais e o maior uso do gás natural na geração de energia, na indústria, em residências e meios de transporte, entre outras medidas, ajudariam a viabilizar um plano de crescimento nacional.