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Desaceleração da economia e investimentos em debate na reunião do Copagrem da Fiesp nesta segunda-feira (30/09)

Consultora econômica e diretor regional do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni, foram dois dos convidados do encontro

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A desaceleração da economia foi debatida, na manhã desta segunda-feira (30/09), na reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro foi conduzido pelo coordenador do Copagrem, Fabio Arruda Mortara.

Consultora econômica da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e do Sindicato da Indústria Gráfica (Sindigraf) e sócia da Gibraltar Consulting, Zeina Latif apresentou aos membros do Comitê um panorama atual da conjuntura econômica brasileira. “A economia e o mercado de trabalho estão apertados”, explicou Zeina. “Os custos subiram, o que tem impacto nas empresas”.

Numa análise mais específica sobre a situação da indústria, a especialista lembrou que “não existe força para ter contratação no setor”. “O trabalhador está ocioso, tem trabalhador ocioso nas fábricas”, disse. “Iniciamos o segundo semestre com estoque não muito baixo e tendência de estagnação”.

Zeina na reunião do Copagrem: indústria sem força para novas contratações. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Zeina na reunião do Copagrem: indústria sem força para fazer novas contratações. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Zeina destacou ainda que a indústria foi o “grande destaque negativo em 2012”. “Os sinais de enfraquecimento da atividade econômica estão cada vez mais disseminados”, explicou. “Outros setores também sentem esse país mais caro, como o setor de serviços”.

Com isso, segundo Zeina, o “mercado de trabalho já mostra sinais de exaustão”.

O foco nas políticas de estímulo à demanda, lembrou Zeina, também tem as suas consequências. “É um erro insistir em políticas de estímulo da demanda quando o problema está na oferta, na falta de infraestrutura e nos gargalos encontrados no país”.

Diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), Walter Vicioni também participou da reunião. E aproveitou para apresentar ações recentes das duas instituições no sentido de aprimorar a oferta de mão de obra qualificada no Brasil. “Estamos vivendo novos tempos no Sesi e no Senai”, disse.

Vicioni destacou o São Paulo Skills, maior torneio do ensino profissional do estado, realizado entre os dias 25 e 29 de setembro no Anhembi, em São Paulo, como uma ação importante nesse sentido. “Numa estrutura de 70 mil metros quadrados montada em três dias, perto de 800 alunos participaram, vindos de diferentes pontos do estado”, afirmou. “E com o lema ‘sei fazendo, faço sabendo’”, explicou.

Segundo Vicioni, a indústria gráfica também é contemplada pelas atividades do Senai-SP. “Nós orientamos as escolas do Senai de acordo com a demanda”, disse. “Todas as escolas da rede devem buscar se transformar em centros de tecnologia e inovação”.

Editoras

Sobre as editoras do Sesi-SP e do Senai-SP, Vicioni lembrou que a primeira tem dois anos de atuação e, a segunda, um ano. “Na soma das duas, temos 150 títulos”, disse.

A indicação de cinco livros das duas editoras para a edição deste ano do Prêmio Jabuti, o mais importante da área no país, também foi lembrada. “A indicação por si só para nós é um estímulo”. Para conferir os livros indicados, só clicar aqui.

Carta de amor

Participaram da reunião ainda profissionais como o diretor da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Afonso Martin, que aproveitou para destacar algumas ações da entidade em andamento. “Completamos 35 anos em 2013”, disse.

Para Martin, é preciso acreditar no “papel do papel”. “Se é preciso ter mais coragem para escrever um cartão para uma mulher e mandar para casa dela do  que escrever pela internet isso já mostra o valor do papel”, explicou. “O papel e, por consequência, as livrarias, são fundamentais”.

Nessa linha, a ANL prepara a campanha “Uma livraria pode transformar a sua vida”.  “Precisamos reconhecer a importância cultural da livraria”, afirmou.

Participaram ainda da reunião o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e diretor da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), Ariovaldo Caodaglio, e o diretor do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Eduardo Salomão, entre outros convidados.