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Deconcic lidera trabalho para combater déficit de mão de obra na construção civil

Departamento da Fiesp retomou, nesta terça-feira, trabalho e debates com empresários e entidades para aumentar o número de profissionais capacitados no setor

Agência Indusnet Fiesp 

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Mário William Esper, diretor do Deconcic da Fiesp e coordenador da ABCP. Foto: Vitor Salgado

Representantes da cadeia da construção reuniram-se, nesta terça-feira (10), na sede da Fiesp, para debater a disponibilidade de mão de obra qualificada, um assunto que tem preocupado bastante não só o setor como o todo o País.

Considerando o momento de crescimento da economia que o Brasil atravessa, a falta de mão de obra tem ameaçado o processo de desenvolvimento da construção civil.

Segundo o diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) e coordenador da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Mário William Ésper, três gargalos assombram o mercado com o déficit de mão de obra.

“Demanda, logística e infraestrutura são os maiores obstáculos na formação de profissionais qualificados na área”, ressaltou o diretor.

“O trabalho atual de treinamento de mão de obra não tem sido suficiente, porque além de ser complicado atrairmos pessoas para essa área, temos dificuldade de garantir que esses trabalhadores continuem no setor”, explicou Ésper.

Em relação ao treinamento de profissionais, o instrutor do Senai-SP, Abílio José Weber, disse que a entidade tem estrutura para atender, mas que o grande empecilho ainda é a demanda.

“O Senai-SP oferece cursos gratuitos que matriculam centenas de alunos, mas ao mesmo tempo, temos um alto índice de evasão. Quando as pessoas percebem que até mesmo a área da construção exige um pouco de conhecimento especifico e tecnologia, elas acabam desistindo”, pontuou.

“Já os que concluem o curso, acabam partindo para o mercado informal, o que não resolve o problema da cadeia”, concluiu.

Incentivo

Para encontrar uma saída para o problema, o superintendente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Piso Laminado de Alta Resistência (Abiplar), Carlos Mariotti, disse que é preciso gerar estímulos para atrair o trabalho e benefícios para manter os profissionais na área.

“Se a cadeia não gerar incentivos, você não atrai interessados, se não criar benefícios, você não os mantém no setor, o que acaba caracterizando um ciclo vicioso”, ressaltou.

Para o diretor do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), Alfredo Petrilli Junior, já existem incentivos como programas de saúde ofertados aos funcionários do setor.

“Buscar saídas como benefícios, é uma saída. Por exemplo, oferecemos planos de saúde e odontológico como um atrativo. E isso não é difícil para a empresa, pois quanto maior o numero de funcionários menor o valor da apólice”, contou.

O grupo de trabalho criado para tratar do problema da escassez de mão de obra continuará se reunindo para buscar soluções e projetos para ao setor.

Reconstrução

Uma parceria entre o Senai-SP e a prefeitura de São Luiz do Paraitinga treinará a população para a reconstrução da cidade, que foi destruída nos primeiros dias deste ano devido aos fortes temporais.

Atendendo às necessidades imediatas deste município, o Senai-SP montou, em janeiro, um galpão para iniciar a formação imediata de 448 pessoas na área da construção civil.

Serão dez cursos, entre eles os de eletricista, encanador, carpinteiro e pintor. “A ideia é que os próprios moradores ajudem a reerguer a cidade que foi devastada, e o Senai vai ajudar na formação desses profissionais”, afirmou Ésper.