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Debate traz panorama econômico do país e o papel dos congressistas para o desenvolvimento do setor da saúde

O excesso de regulação que incide sobre os hospitais particulares e, por outro lado, a falta de normatização no setor público é um dos principais entraves para o bem-estar da população, afirma dr. Luizinho

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp 

O cenário político e econômico do Brasil e uma perspectiva para os próximos tempos, e a gestão da saúde pública através do olhar daqueles que são responsáveis por criar e aprova leis, os deputados, foram temas da reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaude) da Fiesp. O encontro foi realizado na última quinta-feira (26/9), na sede da indústria.

O economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, apresentou dados para respaldar que o país está construindo uma trajetória de recuperação econômica, uma vez que os juros estão mais baixos e os investidores voltando a olhar para o mercado brasileiro. “Essa é a primeira vez em seis anos que o país está tendo calma para debater assuntos importantes. Agora é o tempo de as nossas empresas se prepararem para retomar o investimento e arriscar alçar novos voos”, afirmou.

O deputado federal Antonio Brito (PSD-BA) preside a Frente Parlamentar Mista de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, além da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara (CSSF), responsável por analisar todos os Projetos de Lei do setor de saúde. Ele falou sobre as expectativas dos congressistas em relação às ações do governo de estímulo ao desenvolvimento do setor. “O Ministério da Saúde precisa dialogar com as áreas econômica e de planejamento. Espero, realmente, que o foco do trabalho do Ministério no próximo ano seja a atenção hospitalar. Os hospitais privados estão clamando pela desoneração da carga tributária”, pontuou.

“O setor de saúde é a maior cadeia produtiva empregadora do país. Nosso trabalho na Câmara é em prol de que o governo incentive a produção na área. O excesso de regulação entre os hospitais particulares e, por outro lado, a falta de normatização no setor público, é um dos principais entraves para o bem-estar da população”, reforça o deputado Luiz Antonio Teixeira Jr, o dr. Luizinho (PP-RJ), que integra a CSSF da Câmara, e que também participou da reunião plenária do ComSaude.

O dr. Luizinho alertou para o fato de que, quando um setor como o de saúde é impedido de crescer e se desenvolver, a população é prejudicada. “A população precisa ser tratada com equipamento de ponta, passar em consulta com bons profissionais. Todas as vezes que é necessário trazer novas tecnologias para a saúde, o setor arca com um encarecimento de seu serviço. É um dever do Estado oferecer um ótimo atendimento médico sem custo para a população. Mas também é papel do governo facilitar o acesso aos planos de saúde, que anualmente têm perdido milhões de usuários sem condições de pagar”, completou.

O diretor titular do ComSaude, Ruy Baumer, apresentou as principais ações do Comitê em 2019 e falou sobre o tema que norteia as discussões do ano: a redução dos custos corporativos da saúde. “Quando se fala em saúde, todos os participantes e convidados em nosso Comitê falam pelo ‘partido da saúde’, independentemente do seu posicionamento político”, reforçou.

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Parlamentares integram debate do Comsaúde. Na pauta dos participantes, leis que incidem no setor de saúde e excesso de regulação para o setor privado em contraponto ao público,  que tem normatização deficiente. Foto: Everton Amaro/Fiesp