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Dani Lins: levantadora do Sesi-SP é a personagem da seleção em Londres

Atleta, que teve sua convocação ameaçada, tem sido um dos pilares da equipe que garantiu mais um pódio para o vôlei feminino do Brasil

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Superação, disciplina e trabalho em equipe. Todos estes valores fundamentais à prática esportiva estão presentes na vida da levantadora do Sesi-SP Dani Lins, apontada pela crítica especializada como uma das protagonistas da equipe do técnico José Roberto Guimarães que, neste sábado (11/08),  em Londres, disputa o ouro na final do vôlei olímpico feminino ante o time dos Estados Unidos.

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Dani Lins (camisa 3) comemora vitória sobre o Japão. Ao fundo, Sheilla (13).

“Ela é a grande personagem da mudança de comportamento da seleção”, disse Marco Freitas, comentarista do canal de TV por assinatura Sportv, na terça-feira (07/08) logo após a empolgante vitória por 3 sets a 2 sobre a forte seleção russa, atual campeã mundial, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos.

Talmo de Oliveira, técnico do Sesi-SP, acredita que o bom desempenho da atleta em Londres é resultado de trabalho árduo. “Tudo o que ela viveu na seleção brasileira, seja como titular ou reserva, fez com que ela amadurecesse e visse o jogo de outra forma. No ano passado, a Dani Lins teve uma boa atuação no Sesi-SP e pudemos acompanhar o seu crescimento. E isso reflete na história que ela está construindo dentro da seleção”, dá seu testemunho o treinador – ele mesmo um medalhista olímpico na posição de levantador (Barcelona-1992).

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Depois de levantar a bola, Dani Lins (camisa 3) observa o ponto final da central Fabiana (camisa 1, também do Sesi-SP) na vitória sobre a Rússia.

Apesar das criticas durante o Grand Prix 2012, a pernambucana de 27 anos – que chegou a ser a terceira alternativa na posição e a ter ameaçada a sua convocação –  deu a volta por cima.

Em Londres, deixou o banco de reservas e, com atuações seguras e boa variação de jogo, conquistou o status de titular com a competição já em curso, sendo uma das peças fundamentais nos triunfos sobre a China, Sérvia, Rússia e Japão.

“Uma levantadora não se faz da noite para o dia. Ela está crescendo muito. Depois da entrada da Dani Lins, a seleção mudou o jeito de jogar e agora vamos em busca do bicampeonato olímpico”, afirma Talmo de Oliveira.

O técnico do Sesi-SP acredita que o exemplo de superação da levantadora do Sesi-SP serve de exemplo para crianças e jovens estudantes da instituição.

“Estas crianças estão vendo a Dani Lins jogar e, com certeza, ela vai servir de inspiração para tantos outros jovens talentos.”