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Crédito para empreendedoras de baixa renda é debatido na Fiesp

Conselho Superior Feminino da entidade criou grupo de trabalho para construir um projeto inclusivo

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A presidente do Conselho Superior Feminino (Confem) da Fiesp, Marta Livia Suplicy, anunciou, em reunião realizada nesta quinta-feira (14/4), a criação de um grupo de trabalho sobre nanocrédito para que mulheres empreendedoras de baixa renda tenham acesso a financiamento para seus pequenos negócios.

Suplicy convocou as conselheiras a contribuir com ideias para a construção de um projeto inclusivo. “Nós precisamos estar juntas e ter a participação de todas, com efetividade. Uma coisa é dar esperança e outra é garantir que a esperança se torne realidade”, disse ao referir-se ao tema.

O nanocrédito, novidade impulsionada por fintechs, é uma modalidade de empréstimo para pessoas excluídas do sistema financeiro. Normalmente, os juros são muito menores do que no sistema tradicional e têm como foco a concessão de crédito para pessoas de baixa renda, independentemente da comprovação ou de score.

Suplicy também destacou outras ações, como a conclusão da segunda turma de capacitação organizada pelo Confem, com apoio do Ciesp, cujo objetivo era tirar famílias da condição de vulnerabilidade, mas “não com o olhar assistencialista, e sim com um olhar inclusivo, que foi a solicitação desta casa. Mais 100 mulheres foram capacitadas nessa segunda edição”, destacou a presidente.

Ao falar sobre ações inclusivas, a vice-presidente do Confem, Grácia Fragalá, lembrou que o seminário Elas na Indústria foi incorporado pelo Conselho e tem três frentes de trabalho, sendo uma delas a responsável por aumentar a quantidade de mulheres no âmbito industrial. A promoção de mentoria para mulheres em posição de liderança e o incentivo para que elas estejam à frente dos seus próprios negócios são as outras linhas de atuação.

“Há poucas semanas, em comemoração ao mês da mulher, realizamos um seminário que propôs não somente a reflexão sobre a participação e inclusão da mulher na indústria, mas que permeou outros recortes e possibilidades, tais como a inclusão de mulheres negras ou com mais de 50 anos”, disse Fragalá.

As peculiaridades sobre como a mulher consome, administra e investe seu dinheiro foram abordadas pela vice-presidente. “Ao fazer inclusão de mulheres incluímos também as famílias, porque a mulher tem outro olhar e movimenta economia de forma diferente. E pensar em cuidar do gênero é pensar também de forma estratégica, o que é muito bom para os negócios”, finalizou.

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Confem anunciou a criação de um grupo de trabalho sobre nanocrédito. Foto: Karim Kahn/Fiesp