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Crédito, educação e empreendedorismo são prioridade para Conselho da Fiesp

Ao abrir a reunião, o presidente Josué Gomes da Silva disse que a entidade irá apoiar ensino público

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, abriu a primeira reunião do ano do Conselho Superior Feminino da Fiesp (Confem), realizada na terça-feira (8/3), Dia Internacional das Mulheres, na sede da Federação, em formato híbrido. Josué reiterou o apoio da Fiesp ao Confem, que existe para criar o eixo da integração produtiva feminina, e sugeriu que foquem em uma ou duas ideias de projetos por vez para garantir resultados.

“A Fiesp está voltada principalmente aos projetos na área de educação, que é a base para aumentarmos a produtividade da economia no Brasil, especialmente da indústria. Sem inovação e desenvolvimento não teremos taxas de crescimento no nosso país, que passa por graves problemas sociais”, afirmou Josué. Diante do impacto causado pela pandemia às pessoas das classes menos favorecidas, especialmente crianças e adolescentes, ele informou que o Sesi-SP está se propondo a ajudar o ensino público na recuperação do aprendizado.

A presidente do Confem, Marta Lívia Suplicy, enfatizou a preocupação com o tema e disse que o assunto está na pauta do Conselho. “Temos um projeto de reescrever as histórias relatadas pelas mães de vítimas de feminicídio e apoiar os filhos que ficam à deriva após a tragédia, principalmente no atual quadro de pandemia. As crianças estão tendo um retrocesso violento nas escolas”. Uma das ações citadas é um projeto com a Faber Castel e Tilibra, que visa garantir o direito de ir à escola com caderno e lápis. Um exemplo lembrado foi do filho do ex-goleiro Bruno, do Flamengo. Sem mãe e com o pai preso, não frequentava a escola e foi ajudado pelo Confem com a doação de material escolar e uniforme para ir à aula.

Suplicy propôs a criação de um grupo de trabalho de educação para pensar e desenvolver cada vez mais o projeto junto ao ensino público. Entre os projetos apontados por ela destaca-se o Observatório Feminino, voltado a mulheres na indústria e empreendedoras. “Nem a Organização das Nações Unidas (ONU) possui com tanta precisão de informações nichadas por indústrias, como agronegócio, metalúrgica, farmacêutica, beleza, entre outras. A intenção é que essa ferramenta se torne referência e sirva de consulta para a sociedade civil gerando políticas públicas”, declarou.

Juliana Farah, vice-presidente do Confem, falou sobre a proposta ao nanocrédito para a indústria e das mentorias em parceria com o Sebrae. “As empreendedoras de micros e pequenas empresas, incluindo as microempreendedoras individuais (MEI), serão orientadas de todo trâmite para o seu negócio, baseado no seu caixa, para dar acesso a linha de crédito e desenvolverem como empresa formal”.

A assistência trará esclarecimento sobre os grandes obstáculos que as empesas têm, tais como: dificuldade de capital de giro, burocracia de acesso ao crédito, desencaixe no fluxo de comercialização e a necessidade de modernização. Segundo Farah, antes da pandemia havia 300 mil pequenas indústrias, hoje esse número caiu pela metade. Farah apontou que o Sebrae já vem trabalhando com o setor de agronegócio, “e a linha de crédito existente para esse e novos projetos é de R$ 200 a R$ 21 mil, com até 90 dias para iniciar e 36 meses para pagar, numa taxa de juros de 0,20%, não existente no mercado”.

Para dar suporte a esse programa de crédito, o Confem criou uma linha 0800 no Sebrae só para atendimento às mulheres. “O grande entrave da formalização, dependendo da restrição, não é financeira, mas de compliance, regulatória. E muitas empreendedoras são carentes dessa informação”, finalizou Farah.

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Educação é a base para aumentar a produtividade da economia no Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp