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Sistema de Logística Reversa de Embalagens da Fiesp e Resíduos Sólidos são pauta do Cosema

Entre os assuntos debatidos, as principais estratégias e os maiores desafios para transformar a reciclagem em um negócio inteligente e socialmente responsável

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Na terça-feira, (26/3), o Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP (Cosema) se reuniu para debater o tema Resíduos Sólidos: Desafios da Reciclagem. A abertura do encontro foi feita pelo seu presidente, Eduardo San Martin. Entre os convidados da reunião, a gerente do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS) da FIESP, Anícia Pio, e o diretor presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (ABETRE), Luiz Gonzaga.

Eduardo San Martin iniciou a discussão ressaltando que meio ambiente com foco em business é solução ambiental e que precisa ser um negócio inteligente. O presidente do Cosema adiantou os temas prioritários das atividades que serão realizadas durante a Semana do Meio Ambiente, no próximo mês de junho.

“Vamos falar sobre alguns aspectos relacionados aos resíduos sólidos. Entre os temas, políticas de resíduos sólidos e como tratá-la com os representantes de cada esfera do Poder Público. Sobre Economia Circular e Logística Reversa, iremos apresentar cases de sucesso e dificuldades para colocar os processos em prática”, informou.

Luiz Gonzaga falou sobre um dos gargalos do tema resíduos sólidos, que é a reciclagem. “A reciclagem sem ter a separação na geração, não funciona. E acima de tudo também precisa ter sustentabilidade. Tanto para aquele que investe como para os poderes envolvidos. A reciclagem é parte de um sistema que faz outras atividades dentro do cenário da limpeza pública urbana e também dos resíduos industriais”, ressaltou.

Anicia Pio apresentou as diretrizes do Sistema de Logística Reversa de Embalagens da FIESP, que realizou no último dia 25/3 sua terceira concorrência para comercializar certificados de reciclagem a empresas associadas integrantes do sistema. Também sobre Logística Reversa, a gerente do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da casa reforçou que todos têm um papel importante em sua execução.

De acordo com Anícia, o Sistema criado pela FIESP possibilita que o empresário comprove o cumprimento de sua meta quanto à Logística Reversa. “Foi um passo muito importante chamar os operadores de resíduos para discutir. Eles é que têm a expertise e que precisam estar na mesa de discussão, já que são o elo da cadeia produtiva. Gerando receita, esses operadores passam a enxergar que a reciclagem é viável para ele. Muito mais do que enterrar o lixo”, reforçou.

Nas três concorrências realizadas pela FIESP, foram comercializadas 37.017 toneladas de embalagens recicladas certificadas (plástico, papel, metal e vidro) que alcançaram um valor de comercialização de R$ 2.231.052,00.

Anícia reforçou que outra função do Sistema de Logística Reversa de Embalagens da FIESP é a de rastrear e auditar as notas fiscais, ou seja, os certificados que serão comercializados pelo operador. É uma garantia fiscal que essa transação aconteceu. “Criamos uma ferramenta que funciona com estímulo econômico. Dessa forma, fomentamos a indústria da reciclagem para que ela dê os resultados esperados pelo meio ambiente”, completou.

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Em reunião do Cosema, presidido por Eduardo San Martin, a presença dos palestrantes Luiz Gonzaga e Anícia Pio. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp