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Copa do Mundo é tema de painel no Congresso de Segurança Empresarial

Gerente do Comitê Organizador da Copa e diretor do Deseg falaram sobre as ações para garantir a segurança durante o evento em 2014

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

No Congresso de Segurança Empresarial, realizado nesta quarta-feira (27/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a segurança da Copa do Mundo, em todos os seus aspectos, foi debatida por Hilário Medeiros, gerente geral de segurança do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, e Ricardo Franco Coelho, especialista em segurança e diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp.

Medeiros falou sobre o planejamento estratégico desde a criação da Secretaria de Segurança de Grandes Eventos, a experiência e o aprendizado da Copa das Confederações e as expectativas para 2014.

Como legado da Copa das Confederações, o gerente geral destaca o sistema de credenciamento, a atuação da segurança privada, a criação de postos de controle e a integração entre as polícias. Até 2014, há mais ações em andamento. “Trabalhamos pelo fortalecimento e integração dos órgãos de defesa e também das unidades táticas das forças policiais, inclusive com a compra de equipamentos, além de melhorar o sistema de monitoramento de internet, já que vimos que a atuação dos black blocs aconteceu pelas redes sociais e também monitorar grupos criminosos como o PCC.”

Para Medeiros, a Copa vai trazer muitas oportunidades para empresas da área de segurança. “Foi o trabalho em conjunto entre o setor público e o privado que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil e não vai ser diferente durante o evento. É importante que as empresas brasileiras de todas as áreas da segurança se habilitem para trabalhar com o Comitê”, afirmou o profissional, que deu algumas orientações aos interessados.

Trabalhar pela segurança de forma preventiva foi a mensagem central da palestra do diretor do Deseg. “Será que temos consciência dos riscos que nós temos? Que estamos enxergando a quanto estamos de um evento de ruptura? Ou estamos achando que está tudo certo, mas ninguém está pensando no que pode dar errado? É preciso que haja um planejamento sério”, disse Coelho.

“Quero alertar para o quanto é difícil e complexo o que precisa ser feito e que, para ser bem-feito, é preciso ter um trabalho técnico de planejamento e gerenciamento de riscos. É preciso usar ferramentas, metodologias, plataformas para dar consistência do trabalho.”