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Consumidor ‘mais conectado’ é desafio para setor têxtil, analisa especialista da Fiesp

Em sua última reunião no ano, Comtextil contou com palestras nas áreas de marketing e de recursos humanos

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta terça-feira (09/12), o Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou sua última reunião de 2014. Em pauta, os desafios para o setor crescer e voltar a atingir resultados satisfatórios. “Nosso foco é sempre perseguir os melhores caminhos”, afirmou Elias Haddad, coordenador do comitê.

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Elias Miguel Haddad e Rafael Cervone Netto (centro) na reunião. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Entre as convidadas, Daniella Ambrogi, gerente de marketing da Lectra, empresa francesa de automação de software para a indústria de confecção, e a especialista em Recursos Humanos e consultora Elide Della Nina.

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Daniella Ambrogi. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para Daniella, um dos grandes desafios da cadeia produtiva é que o novo consumidor tem acesso a tudo, a qualquer preço. “Ele é mais conectado, informado”, avaliou.

A tecnologia e o maior acesso à informação, segundo ela, gera uniformidade de comportamentos e produtos. “Vemos que temos os mesmos produtos em todos os lugares do mundo.”

Mesmo assim, ressalvou, o Brasil – uma nação marcada pela diversidade – representa um desafio para quem pretende vender uma única coleção em todos os lugares do país.

Apesar do potencial do mercado local, o momento das empresas brasileiras do setor não é dos melhores, em sua análise. “Vemos que as preferências dos consumidores não são maduras”, disse Daniella, para quem os brasileiros ainda não têm percepção para diferenciar os produtos nacionais.

Apesar de tudo, há oportunidades de expansão para as empresas. “Principalmente no interior”, aconselhou.

“Nas últimas décadas cresceu o número de clusters industriais sofisticados e de grandes varejistas. O resultado é um total de 26 mil empresas industriais no setor.”


Eliminação do desperdício na produção

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Elide Della Nina: educação e formação são importantes para melhorar produção. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em seguida, a especialista em Recursos Humanos e consultora Elide Della Nina abordou a necessidade de inovação e o relacionamento entre as gerações no ambiente de trabalho.

Para ela, os desafios principais das empresas do setor têxtil são a eliminação do desperdício na produção, o fast-fashion e o varejo on-line. “A educação e a formação precisam ser pensados internamente”, alertou.

O encontro contou também com a presença do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo(Ciesp), Rafael Cervone Netto.