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Construção: projeto piloto do programa Compete Brasil vai começar por três cidades do interior, diz diretor da Fiesp

Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, titular do Departamento de Construção da Fiesp, apresentou adaptações feitas no programa - resultado do 10º Construbusiness

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio: momento é de persistir. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, apresentou nesta terça-feira (11/06) as adaptações do programa Compete Brasil, um conjunto de propostas de mudanças na área de planejamento e gestão, segurança jurídica, fonte de recursos, mão de obra, tributação e eficiência produtiva do setor.

O programa é resultado do 10º Congresso Brasileiro de Construção (Construbusiness), evento realizado pela Fiesp em dezembro de 2012 com presença de autoridades federais e estaduais.

“A palavra do momento é persistir. Ajustamos com o governo federal de implementar, de fato, essas ações, aproveitando a estrutura do Estado de São Paulo, já que essas propostas não conseguiram avançar no âmbito federal em função da grande diferença e de quão heterogêneos os estados as organizações do Brasil são”, afirmou Auricchio em reunião conjunta de três conselhos superiores da entidade: de Infraestrutura (Coinfra), da Indústria da Construção (Consic) e de Meio Ambiente (Cosema).

Segundo ele, há um projeto piloto do Compete Brasil para entrar em operação nas cidades de Presidente Prudente, Bauru e São José dos Campos. “Que esses três municípios sirvam de exemplo do estado de São Paulo para a União”, completou o diretor do Deconcic.

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Claudia Viegas, da LCA: profissionais chegam com formação 'muito aquém' do que o mercado pede. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em sua apresentação, a diretora da consultoria LCA, Claudia Viegas, explicou que, apesar de a cadeia da construção civil ser um dos principais vetores de crescimento do país, o setor ainda atingiu seu potencial de crescimento por falta de mão de obra qualificada.

“Para cada R$ 1 produzido, a gente gera R$ 1,88 na produção do país. É um efeito multiplicador significativo”, afirmou a diretora da LCA. “Mas a gente não vai dar conta de crescer a taxas consistentes ao longo do tempo sem que a população consiga ter saltos de produtividade na mão de obra”, ponderou.

Segundo Claudia, o setor tem dificuldades não só de empregar um profissional bem preparado, mas também para qualificá-lo. “Ele chega com uma formação realmente muito aquém do que o mercado pede”, justificou a consultora.

Para reverter essa posição, o embaixador Adhemar Bahadian sugeriu uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para operar uma “aceleração da formação de mão de obra para a construção civil”.

Bahadian disse que ser oportuno estudar, entre outras ações, a possibilidade  apoiar a crescente inclusão de mulheres no mercado de trabalho do setor e acelerar a formação de profissionais mais bem preparados.

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