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Conselhos de Infraestrutura e Construção da Fiesp definem prioridades

Capacidade de geração de empregos a partir de investimentos em habitação e obras de logística é destacada

Agência Indusnet Fiesp

Vem novo governo em 2019, e de novo o Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) e o Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp destacaram a necessidade de investir nos setores, que são grandes geradores de empregos. Em reunião conjunta realizada nesta terça-feira (13 de novembro), o presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, propôs o trabalho em torno de habitação, infraestrutura e segurança jurídica, com seus vários subitens. Soluções pontuais, para pegar na veia, defendeu.

Desenvolvimento urbano foi o tema dos comentários, durante a reunião conjunta dos conselhos, de João Claudio Robusti, que destacou a manutenção de déficit habitacional, na casa de 7,7 milhões de unidades.

José Roberto Bernasconi lembrou que metade da população brasileira não dispõe ainda de afastamento sanitário. Está no século 19, ao mesmo tempo em que se discute tecnologia do século 21. O Brasil precisa, disse, organizar algumas coisas para conseguir avançar, sendo essencial reconstituir o equilíbrio fiscal, dependente da reforma da Previdência.

Bernasconi ressaltou a importância do projeto e disse esperar que haja interlocução sobre isso com o novo governo.

João Crestana se disse preocupado com o degrau cultural entre os países, com o Brasil se deslocando para baixo. Defendeu a adoção de seguro de performance, ao lado de projetos bem feitos. É preciso, afirmou, haver uma nova postura dos empresários. Eles produzem qualidade de vida, não produtos. Falou sobre a importância do urbanismo e da educação. A lei do distrato, a ser sancionada, traz alguma segurança jurídica.

Sergio Cançado relatou preocupação no setor da construção com os recursos para o programa Minha Casa Minha Vida, defendendo que o FGTS, por seu objetivo de gerar empregos, seja usado para a construção.

Rodrigo Navarro, novo presidente da Abramat, na mesa principal da reunião, ressaltou a capacidade que há de fazer bons diagnósticos, mas isso não basta. Vai ser preciso apresentar propostas ao novo governo, disse.

Destacou a importância da Indústria 4.0, em que se insere a plataforma do BIM.

Manuel Rossito, vice-presidente do Consic, relatou conversas mantidas ao longo de 2018 em busca de competitividade. Segurança jurídica, crédito e tributos no investimento são os pilares eleitos para ser acompanhados. Um grande desafio para o setor é a ausência de recursos para investimento.

Rossito fez uma análise do estado das coisas em infraestrutura. Destacou que o grande investidor de infraestrutura no Brasil, a Petrobras, está começando a retomar os investimentos, depois de um período de queda. Deve voltar rapidamente. Em relação à energia, é preciso alterar a lei para permitir a construção de barragens. E relação a usinas nucleares, “construídas ao ritmo de uma a cada geração”, Rossito disse que Angra 3 precisa de recursos e tem potencial para 15.000 empregos em 2019.

Primeiros contratos de concessão de ferrovias, lembrou o vice-presidente do Consic, já estão em seus dois terços, e há previsão grande de investimentos, dependendo de regulação. Saneamento esbarra na questão de quem vai fazer os investimentos.

O PPI (Programa de Parceria de Investimentos), disse Rossito, tem equipe com técnicos altamente credenciados, conseguindo levar à frente alguns projetos. Deu como exemplo investimento de R$ 8 bilhões para 450 km de rodovias no Rio Grande do Sul, com modelo que não é oneroso.

Nova lei do frete tem reflexo muito forte em alguns setores e vai ser preciso argumentar para melhorá-la. Oliveira Lima acredita que haja problemas para o setor de materiais de construção com o tabelamento.

Reunião conjunta dos conselhos superiores de Construção e Infraestrutura da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião conjunta dos conselhos superiores de Construção e Infraestrutura da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp