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Conselho de Meio Ambiente da Fiesp debate mobilidade urbana

Secretário de Transportes do estado, Jurandir Fernandes, apresentou o andamento das obras do Metrô na capital e na grande São Paulo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) discutiu, na manhã desta terça-feira (26/11), os desafios para facilitar a mobilidade urbana na maior cidade do país. Palestrante convidado, o secretário de Transportes de São Paulo, Jurandir Fernandes, afirmou que é “muito difícil” entregar uma obra complexa de transporte como a do Metrô em menos de oito anos.

Pelos cálculos do secretário, a fase de concepção de uma obra de expansão do Metrô demora, em média, 18 meses, enquanto o desenvolvimento ambiental, civil e material da obra leva mais 30 meses. A fase de implantação pode demorar ao menos 48 meses. “Não tem como fazer uma obra de metrô em menos de oito anos”, afirmou Fernandes.

O secretário ponderou, no entanto, que precisa haver um entrosamento maior entre os trabalhadores e empregadores no quesito horário de pico. Na avaliação dele, as superlotações usuais na capital entre 7h e 9h, por exemplo, poderiam ser amenizadas se as empresas negociassem horários de entrada mais flexíveis.

A reunião do Cosema: flexibilidade nas empresas para melhorar mobilidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do Cosema: flexibilidade nas empresas para melhorar mobilidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“Por que não, pela flexibilidade, a gente fazer com que funcionários entre 7h50, 8h e 8h20”, afirmou Fernandes. “Vemos isso como medida para atenuar essa questão da mobilidade”, completou.

De acordo com dados da Secretaria de Transportes, em 2012 o foram gastas 696 milhões de horas em tempo de viagem em São Paulo, 290 milhões de quilômetros em operação de ônibus, 1,4 bilhão de quilômetros em operação de autos, 938,8 toneladas de emissão de poluentes e R$ 54 milhões em custos de manutenção do sistema viário.

Presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiesp, Walter Lazzarini, ressaltou que “não tem um horizonte de curto prazo que possa minimizar nossa situação enquanto usuários das vias e dos transportes, sejam particulares ou públicos”.

Em resposta, o secretário afirmou que construir obras públicas no país “é um sacrifício”. Segundo ele, “estamos criando uma burocracia medonha e muitas vezes não sabemos como sair de cima dela”.