imagem google

Conselho de Inovação da Fiesp discute estímulo à área no Brasil

Presidido por Rodrigo Rocha Loures, o Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp identificou os pontos de alavancagem da atividade no país

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O gestor de inovação tecnológica não consegue agir sobre os estoques, quer sejam eles de caixa de uma empresa ou de conhecimento em uma universidade, mas pode gerir os fluxos e as taxas que alimentam essas reservas, explicou, nesta terça-feira (24/06) o professor Júlio Figueiredo, coordenador da Pós-Graduação Empresarial e Inovação Tecnológica da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Ao participar do encontro mensal do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Figueiredo esclareceu dúvidas sobre a dinâmica de sistemas para identificação de pontos de alavancagem do sistema brasileiro de inovação.

“Em dinâmica de sistemas, a ideia fundamental é que a resposta dinâmica de um sistema ao longo do tempo decorre da transição do que chamamos de estoque, ou seja, tudo aquilo que é acumulado pode ser estoque de conhecimento, de dinheiro, de pessoas, de inteligência”, explicou. “E eu tento, na medida do possível, maximizar a acumulação desses estoques”.

Figueiredo: acúmulo de conhecimento. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Figueiredo: acúmulo de conhecimento. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Figueiredo ponderou, no entanto, que o gestor de inovação não tem controle direto sobre os estoques.  “Mas eu posso agir sobre os fluxos ou sobre as taxas que alimentam esses estoques. Se eu pensar em um estoque de conhecimento, por exemplo, eventualmente o número de estudantes ao longo do tempo vai gerar um acumulo maior de conhecimento no mercado”, exemplificou.

Para superar paradigmas

Figueiredo listou cinco pontos prioritários para que o sistema de inovação brasileiro seja alavancado. O principal deles é descobrir se existe poder no grupo que propõe uma inovação para superar os paradigmas existentes.

“Formação técnica, ou formação acadêmica? Presença rígida do Estado regulando a formação superior de tecnologia ou a presença massiva das indústrias fomentando essa atividade? Antes de discutir esses paradigmas, precisamos avaliar se temos poder para mudar alguma coisa. Se temos poder, vamos permanecer reunidos”, defendeu Figueiredo.

Ele acrescentou que, além da definição sobre o poder de transformação, a discussão sobre os paradigmas sobre os quais o atual sistema se apoia, as metas do sistema, as regras desse sistema e a estrutura do fluxo de informações formam o cinco pilares da “alavancagem de governança”.

Conselho de Inovação da Fiesp

Presidido pelo empresário Rodrigo Rocha Loures, o Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp, o Conic, é um fórum de representação empresarial para discussão e validação de propostas de aprimoramento da políticas públicas de apoio à inovação.

Loures: discussão das políticas de apoio à inovação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Loures: discussão das políticas de apoio à inovação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Na reunião desta terça-feira (24/06), o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica Mackenzie,  Maurício Benedetti, apresentou um balanço do 8º Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência Tecnológica (Fortec), realizado em maio deste ano. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) participou do evento.

Segundo ele, uma das temáticas abordadas durante o Fortec, a participação de grandes empresas na formação de ecossistemas de inovação e startups, “é uma área de muito interesse para o Conic”.