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Congresso na Fiesp debate papel estratégico do executivo de segurança

Segundo executivo da Elog Logística, foco deve ser mais no risco e menos na segurança

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Ricardo Carrera, Gestor de risco da ELOG Logística. Foto: Tâmna Waquer/Fiesp

O painel “Novos desafios do executivo de segurança empresarial”, liderado pelo gestor de risco da Elog Logística, Ricardo Carrera, encerrou a programação da manhã desta quarta-feira (27/11) no Congresso de Segurança Empresarial, promovido pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento prossegue nesta quinta-feira (27/11), na sede da entidade.

Ao discutir a atuação matricial do executivo de segurança, Carrera destacou a importância do plano de gestão integrada de risco, que permite uma redução de custos de forma sustentável no médio e longo prazo. “Uma das propostas dessa gestão é evitar retrabalho, reduzindo os custos e perdas e, dessa forma aumentando o lucro”, explicou.

Na opinião dele, a gestão de risco integrada gera um custo um pouco maior para investir em inovação e retenção de talentos. Mas no médio e longo prazo esse custo é bastante reduzido. “A Elog está colhendo agora os frutos plantados nos últimos 24 meses”, afirmou, acrescentando que esse é um investimento de longo prazo.

Ao explicar o processo de implementação do plano, Carrera destacou que, primeiramente, é necessário fazer um planejamento, listando os fiscos e fazendo uma análise de risco e de vulnerabilidade. Na sequência são feitos os processos de mitigação e elaborados dois planos: de contingência e de continuidade dos negócios. “Se os riscos se concretizarem, é necessário saber como vamos dar continuidade”, disse.

Outro ponto de atenção alertado pelo gestor de risco é a quantificação de impacto e a estimativa de probabilidade. “Utilizamos uma metodologia baseada em duas equações para prever esses dados”, disse.

Trabalhar a prevenção é uma solução bastante eficiente, na opinião de Carrera. “Onde há um foco maior de perdas é onde devemos focar mais nossos esforços, planejando ações.”

Além disso, Carrera ressaltou a importância de ter conhecimento pleno da organização para qual trabalha. “É preciso ter consciência do negócio: conhecer a missão, visão e objetivos da empresa; conhecer as questões culturais e deve ter em mente quais metodologias ele quer empregar e que têm aderência à empresa. E não é necessário ser um especialista em tecnologia, mas é importante saber o que o mercado oferece e tem de novo”, recomendou.

“Temos que falar menos em segurança e cada vez mais em risco”, disse. E concluiu: “O grande desafio do gestor de segurança é fazer a gestão integrada do risco, gerando valor à empresa e criando uma dependência das outras áreas atreladas à segurança”.