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Concessionárias, empresas de logística e governo federal discutem expansão ferroviária

Ações que estão sendo planejadas para ampliação da malha ferroviária ao Porto de Santos foram foco de encontro na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Representantes das principais instituições envolvidas com a estrutura ferroviária de acesso ao Porto de Santos participaram nesta sexta-feira (19) da reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, na sede da federação.

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Noburu Ofugi, Guilherme Sabino Ometto e Fernando Xavier em Reunião sobre Ferrovias

O encontro teve como objetivo intermediar e coordenar um debate entre concessionárias, governo e empresas de logística que operam na região visando melhoria do sistema ferroviário de acesso ao porto de Santos, segundo o presidente do (Coinfra), Fernando Xavier.

Para isso, compareceram ao debate os presidentes da empresa de logística ferroviária, América Latina Logística (ALL); da concessionária MRS Logística; da empresa privada pertencente a Vale, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), além do diretor Agência Nacional de Transportes Terrestres, Noboru Ofugi, representando o governo federal.

“A ANTT aproveitou a oportunidade para mostrar as ações que estão sendo desenvolvidas na região do Porto. Até porque, há menos de um mês o Porto de Santos apresentou um projeto de expansão. Para fazer frente a isso, queremos criar soluções para o problema de acesso a ele”, explicou Noboru Ofugi.


Perdas e ganhos

Para o presidente da MRS Logística, Eduardo Parente, é necessário levar em conta os gargalos que impedem o desenvolvimento da estrutura de transporte de cargas na região. Ele citou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a descida da Serra como obstáculos na eficiência.

“Ao conseguir aumentar o número de passageiros que estão migrando para o trem urbano dentro da cidade de São Paulo, a CPTM agravou o nosso problema, já que nós compartilhamos as linhas com eles, e o trem de passageiros sempre têm prioridade”, explicou.

Parente ressaltou que, por mais que esse seja negativo para o transporte de cargas, é mérito da Companhia, pois provocou um acréscimo de cerca de um milhão de passageiros por dia. “Por esse motivo é preciso analisar a situação para se buscar a melhor saída”.

O presidente da FCA, Marcelo Spinelli, apontou três componentes como objeto de discussão no acesso ao Porto: atravessar a cidade de São Paulo, capacidade de movimentação já no Porto e capacidade dos portos de receberem os trens.

“Há uma urgência sobre esses assuntos. E é aí que a Fiesp pode ser um grande indutor e um veículo importante para organizar essa agenda e dar agilidade ao processo”, indicou Spinelli.


Evolução

Na avaliação do diretor-titular do Deinfra da Fiesp, Saturnino Sérgio da Silva, o momento é de reflexão para um melhor aproveitamento da situação. Segundo ele, em 2004, Santos estava em um colapso total, com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp) envolvida em grande dívida, com problemas trabalhistas, e sem ligação com o meio ambiente.

“Agora, seis anos depois, vejo que evoluímos muito. E sinal disso é que estamos aqui, com os três presidentes das ferrovias e a ANTT, tendo uma conversa em outro nível. Naquele tempo era improvável que concordássemos nesses mesmos pontos”, comparou.

“Nós temos que cada vez mais buscar competitividade e eliminar gargalos. Aproveitando o momento de destaque que o Brasil atravessa, sediando a Copa do mundo e as Olimpíadas e os investimentos que nós mesmos, brasileiros, estamos fazendo”, finalizou Saturnino Sérgio.