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Comitê da Fiesp discute ações para dar competitividade à cadeia produtiva da indústria têxtil

Em sua reunião mensal, realizada nesta terça-feira (15/10), Comitê coloca em pauta estudo sobre o impacto da mão-de-obra na indústria têxtil

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniu nesta terça-feira (15/10) para discutir a perda de competitividade no setor. Uma das ações propostas apresentadas é pedir que o governo estadual  deduza o custo da mão de obra das indústrias têxteis no ICMS – sigla que identifica o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.

Membro do Comtextil, Haroldo Silva apresentou um estudo, com base nas informações da Pesquisa Industrial Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que o setor gasta mais do que a média de todos os segmentos da indústria de transformação com gastos de pessoal. Os dados concluem que a indústria têxtil pode ser classificada como intensivo de mão de obra.

Elias Miguel Haddad, coordenador do Comitê, aproveitou a reunião para enfatizar a necessidade de uma ação imediata da Frente Parlamentar de Proteção a Indústria Têxtil para colocar em pauta as demandas do setor, entre elas, a questão da dedução do ICMS.

Haddad (ao centro) na reunião do Comtextil: ação imediata para colocar em pauta as demandas do setor. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Haddad (ao centro) na reunião: ação para colocar em pauta as demandas do setor. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Para o coordenador-adjunto do Comtêxtil, Ronald Moris Masijah, o setor vem perdendo competitividade a cada ano para os importados. “O varejo aumenta suas vendas dia a dia, mas a indústria nacional não está crescendo, o que mostra que eles estão vendendo o produto importado. Temos encontrar maneiras de conseguir vender nossos produtos no mercado interno ao mesmo preço dos importados.”