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Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto realiza sua última reunião de 2014

Necessidade de as indústrias conhecerem os recursos e as oportunidades disponíveis foi ressaltada no encontro

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta segunda-feira (08/12) foi realizada a última reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença do ministro Vilmar Coutinho Júnior, da assessoria Internacional do Ministério do Esporte, e do ex-piloto de Formula Indy, Luiz Garcia Júnior, membro do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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Ministro Vilmar Coutinho Júnior (segundo da esquerda para a direita): Câmara Setorial terá sucesso desde que a indústria participe efetivamente. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


No encontro foram apresentados detalhes do convênio firmado entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Cômitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Cristiano Antônio da Silva, representante da CNI, destacou que ainda há oportunidades para que as indústrias se candidatem como fornecedoras para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontecerão no Rio, em 2016. “Dos R$ 3 bilhões disponíveis ainda há R$ 1 bilhão disponíveis para contratação até o mês de maio”, afirmou.

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Cristiano da Silva, da CNI. “Ainda há R$ 1 bilhão disponíveis para contratação até o mês de maio”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Silva, as oportunidades principais são para as indústrias dos setores gráfico, alimentício, madeira e móveis, metal-mecânico, construção e vestuário. As empresas interessadas devem fazer o seu cadastro no site http://portaldesuprimentos.rio2016.com e, desta forma, estarão previamente habilitadas para o processo seletivo que é realizado pelo setor de suprimentos do Comitê.

Silva explicou também que o Sebrae também fez um acordo para a capacitação das micro e pequenas indústrias, de maneira que elas também possam participar do processo.

Câmara Setorial do Esporte

O coordenador do Code, Mario Frugiuele, destacou que a recente instalação da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte significa uma das conquistas para a cadeia produtiva. “O Code fará parte dessa Comissão que, com certeza, terá bons frutos. É um ponto a favor para o esporte ter essa Comissão Interministerial com a participação da iniciativa privada”, afirmou Frugiuele.

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Mario Frugiuele: Câmara Setorial significa uma das conquistas para a cadeia produtiva. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O ministro Vilmar Coutinho Júnior também comentou sobre a instalação da Câmara Setorial, que terá a coordenação do próprio Ministério do Esporte, mas com a participação de outros ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Coutinho explicou que a constitucionalidade da Câmara ainda está sendo composta mas, paralelamente, deverão ser levantadas as reivindicações das indústrias para serem apresentadas à Câmara.

“A Câmara terá sucesso e poderá fazer um bom trabalho desde que a indústria consiga , de fato, aproveitar esse fato de forma efetiva e trazer as ideias”, afirmou Coutinho, sugerindo que as propostas sejam discutidas previamente e apresentadas de forma mais concreta para garantir mais celeridade.

Momento de oportunidade

Mauricio Fernandez, coordenador adjunto do Code, ressaltou a necessidade de sensibilizar e capacitar as indústrias diante das oportunidades que se apresentam, tanto os Jogos Olímpicos e Paralímpicos como o crescente mercado de esportes no país. “É preciso chacoalhar e acordar a indústria para as oportunidades. O dinheiro existe, é real, mas a gente tem uma dificuldade enorme de despertar a indústria para as oportunidades”, afirmou, destacando a importância da realização de rodadas de negócios.

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Luiz Garcia Junior, do Comitê Paralímpico Brasileiro: "Brasil vive um momento de oportunidade para o esporte". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Luiz Garcia Júnior, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), comentou que os bons resultados obtidos por atletas brasileiros, como a equipe de natação, não são por acaso. “Mais recentemente, desde quando o Brasil conquistou o direito de sediar os Jogos, tem muito mais recursos sendo colocados em projetos, tanto lá no CPB como nas diversas Confederações. Então, os atletas estão tendo uma preparação melhor também”.

Garcia Júnior afirma que a palavra-chave hoje é oportunidade. “Estamos em um momento de oportunidades no esporte, como a gente nunca teve aqui no país. É um momento de oportunidade para a indústria, comércio, serviços e para as diversas áreas envolvidas. A indústria pode e deve se qualificar. A gente tem condições, sim, de fazer equipamentos a nível de serem homologados internacionalmente”, declarou.