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Certos impasses e falta de licenciamento acabam causando dano ambiental, diz Tolmasquim

Afirmação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) rechaça críticas de ONGs que acusam Plano Decenal de Energia por ter em sua matriz usinas térmicas

Agência Indusnet Fiesp 

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Maurício Tolmasquim, presidente da EPE. Foto: Vitor Salgado

As críticas ao Plano Decenal de Energia – PDE 2008-2017 foram fortemente rebatidas pelo presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante o encontro do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra), nesta sexta-feira (20), na sede da Fiesp.

“Os ambientalistas criticam o uso das usinas térmicas no plano, mas esquecem que a sua aplicação decorre de sua própria ação ao impedir o licenciamento das hidrelétricas”, ressaltou Tolmasquim.

Segundo ele, para contratar energia para 2013 foi realizado um leilão em 2008, e apenas uma hidrelétrica de 350 MW apresentava um LP (Licença Prévia). “Enquanto isso, uma centena de usinas térmicas com mais de 22 MW gerados com combustível fóssil detinha o documento”, complementou.

O presidente da EPE defendeu que com o plano os brasileiros – que hoje consomem como jamaicanos (aprox. 2.3 kWh/habitante) – estariam nos próximos anos no mesmo patamar dos chilenos (aprox 3.4 kWh/habitante).

“Não me parece uma excentricidade achar que o brasileiro, em dez anos, estaria consumindo energia como o povo no Chile. Complicado seria se nos comparássemos com outros países de alto consumo como os Estados Unidos”.

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Deputado Eduardo Sciarra. Foto: Vitor Salgado

O deputado federal Eduardo Sciarra (DEM-PR), também presente no encontro, sobressaltou o desmatamento como responsável por 77% da emissão de gases de efeito estufa no País. “Esperamos avançar com o novo código florestal, o que ajudará a solucionar o confronto de interesses ambientais e geração de energia”, explicou.

Ainda sobre o uso das térmicas, Tolmasquim destacou que apenas 2,5% provém de combustível fóssil. E que é certo que as fontes alternativas como biomassa e energia eólica serão mais relevantes na matriz energética nacional. ”Só não podemos privilegiar a sustentabilidade do meio físico e esquecer os interesses sociais e econômicos do Brasil”, concluiu.