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Case da Embraco demonstra novo modelo de negócio com economia circular

Net.Genius foi apresentado em encontro da Câmara Ambiental da Indústria Paulista

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Economia Circular tem em sua arquitetura um ciclo de desenvolvimento contínuo com o objetivo de preservar e aprimorar o capital natural, otimizar a produção de recursos e minimizar os riscos sistêmicos, contando com a administração de estoques finitos e fluxos renováveis.

Compatível com esta definição, a Embraco (fabricante de compressores herméticos para refrigeração) apresentou case de implementação de economia circular no Brasil durante encontro da Câmara Ambiental da Indústria Paulista (Caip), nesta quinta-feira (14/7), na Fiesp.

A empresa tem em uma das suas frentes a economia circular, que se soma ao desenvolvimento de tecnologia relacionada à internet das coisas, gestão de energia, reciclagem e preservação de alimentos, explicou Luiz Ricardo Berezowski, ao tratar do Net.Genius, unidade de negócios da qual é gerente sênior. Criada há 4 anos, compreende a natureza como um gênio que nada desperdiça, tudo recicla, tudo aproveita.

O objetivo é garantir a criação de valor crescente e sustentável, além de racionalizar o uso de recursos naturais que são finitos. A Embraco é global, mas iniciou essa experiência no Brasil em função do mercado consumidor relevante, ecossistema industrial integrado e legislação forte. A economia circular é compreendida como pilar do desenvolvimento econômico sustentável, de acordo com Berezowski, que revelou a expectativa de 20% de crescimento em 2016, apesar da crise, dessa unidade de negócio do grupo. Para ele, é expressivo o trabalho realizado com a própria indústria, B2B.

O diretor adjunto do Departamento de Meio Ambiente, Mario Hirose, lembrou a evolução da economia linear para a circular e a importância do ecodesign.

Trata-se de uma mudança de modelo de negócio, afirmou a gerente de Meio Ambiente, Anícia Pio, usando como exemplo a locação de equipamentos e não mais sua venda, como o de filtros de água.

Berezowski concordou que a questão é compartilhar e não mais ter simplesmente. No caso da internet das coisas, com impacto direto em modelos de negócio, será possível saber quando um equipamento vai falhar e por qual motivo. “Quanto mais um produto durar, mais eu consigo locar”, afirmou, sinalizando para a preservação dos recursos naturais.

Entre outros temas debatidos ainda na Caip, a Decisão de Diretoria da Cetesb nº Nº 120/2016 que define procedimentos para o licenciamento ambiental de estabelecimentos envolvidos no sistema de logística reversa, dispensa do Cadri e gerenciamento dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos pós-consumo. Outro assunto tratado foi o Decreto Estadual nº 59.113/2013, que estabelece os novos padrões de qualidade do ar e trata da elaboração do Plano de Redução de Emissão de Fontes Estacionárias (Prefe).

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Reunião da Câmara Ambiental da Indústria Paulista com apresentação da Embraco. Foto: Everton Amaro/Fiesp