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Capacitação para gerar independência financeira das mulheres em discussão na Fiesp

Conselho Superior Feminino debateu novos projetos de inclusão econômica

Isabel Cleary, Agência Indusnet Fiesp 

O Conselho Superior Feminino (Confem) da Fiesp se reuniu na segunda-feira (9/5) para avaliar os resultados de uma das últimas ações do grupo, o Beleza Além das Fronteiras, além de apresentar os novos projetos que estão sendo desenvolvidos com a finalidade de capacitar mulheres para o mercado de trabalho e fomentar a economia em torno delas e suas famílias. O encontro teve participação de conselheiras na sede da Fiesp, além do ambiente virtual, na qual participou a embaixadora do Canadá no Brasil, Elise Racicot.

Idealizado no final de 2021, o Beleza Além das Fronteiras que tinha como objetivo o empoderamento e inclusão socioeconômica de mulheres da Venezuela e migrantes de países vizinhos residentes em São Paulo, atendeu e capacitou 200 mulheres com orientação profissional, educação cidadã e idioma, e empregou por meio das empresas parceiras, todas as participantes. O projeto contou com a parceria da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

As parcerias são de extrema importância para as ações do Confem. E uma nova com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo já está em tratativas. O projeto visa atender mulheres da Ilha de Marajó, no Pará, com o plantio de baunilha, aproveitando o solo e o bioma do local, que é muito similar ao de Madagascar, país referência no cultivo da baunilha.

“Será formada uma cooperativa do Confem para orientar as mulheres na nova função com o plantio da especiaria, sempre com o foco na independência financeira da mulher”, explicou Marta Lívia Suplicy, presidente do Conselho. O projeto contará ainda com a parceria da embaixada do México e da OIM.

Além do projeto da baunilha, o Confem desenhou um plano de economia circular para as famílias da região. Com apenas um mercado próximo da ilha, as famílias ficam dependentes de um único estabelecimento para comprar alimentos, produtos de higiene, utensílios domésticos, entre outros insumos básicos. A ideia então é disponibilizar esses produtos para que as famílias tenham, em suas casas, o mercado da família, o que ajudará na fonte de renda, além de educar os membros como comerciantes. De acordo com Suplicy, a Fiesp já está com contato com os fornecedores dos insumos para viabilizar a iniciativa.

Exemplos de boas práticas são essenciais para a construção de projetos bem-sucedidos. Por este motivo, o Confem convidou a embaixadora do Canadá no Brasil, Elise Racicot, para compartilhar o que o país tem feito no tema de inclusão de mulheres. Segundo a embaixadora, o Canadá tem incluído nos acordos de comércio internacional, inclusive o que está sendo negociado com o Mercosul, capítulos específicos para a diversidade e inclusão, e principalmente de empresas lideradas por mulheres, indígenas e também pequenas empresas.

“A gente vê, ao redor do mundo, uma fratura importante dentro da nossa sociedade de pessoas que se sentem mais negativamente impactadas pelo comercio internacional do que o contrário”, contou Racicot.

Além disso, está em desenvolvimento pela embaixada um evento de boas práticas entre as empresas canadenses no Brasil e as empresas brasileiras no Canadá. “Essa troca é importante para ampliar os modelos de projetos que podem ajudar a ter impactos positivos no desenvolvimento sustentável das empresas. Acreditamos que é um bom começo de um relacionamento muito forte das nossas empresas junto com as indústrias de São Paulo e do Brasil”, ressaltou a embaixadora.

Para Grácia Fragalá, vice-presidente do Confem, a Fiesp é a casa da indústria e está sempre com foco em dar visibilidade para as mulheres nos negócios, e ter isso como política de estado, como o exemplo do Canadá, é muito inspirador. “Ao fazer uma mulher entrar no mercado e se desenvolver, ou seja, mudar a vida financeira de uma mulher, você tá mudando toda uma geração, porque você muda a família e o futuro. E é por isso que o Fórum Econômico Mundial elegeu a questão do gênero como prioridade”, finalizou Fragalá.

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Foto: Ayrton Vignola/Fiesp