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Câmbio de R$ 2,30 daria equilíbrio ‘razoável’ para a indústria brasileira, afirma Giannetti

Diretor da Fiesp abriu seminário ‘Câmbio e Comércio Internacional em Perspectiva’ na sede da entidade

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apesar de uma elevação do patamar cambial nos últimos meses, para a faixa de R$2 a R$2,10, o Real ainda está apreciado, avaliou o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca.

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Na imagem, Roberto Giannetti da Fonseca, titular do Derex/Fiesp. Ao fundo, o presidente do Coscex, embaixador Rubens Barbosa. Foto: Everton Amaro.

“Somente na faixa de R$2 a R$2,30 é que nós conseguimos enxergar um equilíbrio razoável para a indústria brasileira comparada com a de outros países concorrentes do Brasil, inclusive os emergentes”, afirmou Giannetti ao participar do seminário Câmbio e Comércio Internacional em Perspectiva, realizado pela Fiesp em parceira com o Instituto dos Analistas Brasileiros de Comércio Internacional (ABCI). O objetivo do encontro é identificar soluções para elevar a posição comercial do Brasil no mundo.

Segundo Giannetti, não há outra saída para o Brasil melhorar sua competição no mercado externo senão manipular o câmbio.

“Criticamos os países que têm manipulado o câmbio de forma explicita e dura, mas não nos resta outra opção senão torcer para que o Banco Central também se conduza de maneira a evitar sobrevalorização da moeda brasileira causada exatamente por esse fluxo chamado tsunami monetário que os países desenvolvidos têm feito através da expansão de sua moeda”, disse o diretor do Derex.

Ele acrescentou que a guerra cambial existe e o Brasil não pode “ficar inerte, assistindo como o disciplinado da turma e vendo nossa indústria deteriorar”.

Perspectiva para 2013

Giannetti disse estar otimista com o câmbio em 2013 e acredita que o patamar de até R$2,30 não tem impacto sobre a inflação.

“Acredito que vamos ter para 2013 ainda um deslizamento gradual para a taxa de câmbio, chegando ao teto de R$ 2,30 em dezembro de 2013 e permitindo, assim, um melhor posicionamento competitivo da economia brasileira”, concluiu.