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“Brasil tem possibilidade de ser um grande parceiro de Cuba”, diz Paulo Skaf

Encontro com ministro cubano, na Fiesp, fortaleceu laços entre os dois países e apresentou oportunidades de investimentos para empresas brasileira

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Alessandro Teixeira, Rodrigo Malmierca Díaz, Paulo Skaf, Ricardo Coutinho e Carlos Rafael Zamora, durante encontro na Fiesp



Ao visitar Cuba, recentemente, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, se deparou com um cenário econômico que, embora ainda esteja em transformação, oferece diversas oportunidades de investimentos para as empresas brasileiras.

Pensando nisso, Skaf convidou o ministro de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros da República de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz, para explicar ao empresariado brasileiro onde e como é possível investir no país com segurança e confiabilidade.

“Nós percebemos que havia um grande potencial para desenvolver o relacionamento econômico entre Brasil e Cuba”, explicou Díaz. “Este primeiro passo aqui na Fiesp não será o último, e com isso esperamos que o conhecimento entre os empresários contribua para o desenvolvimento dos negócios.”

“Senti as possibilidades que existem, realmente, de haver uma aproximação maior entre Brasil e Cuba. É uma visão arrojada que pode fazer bem aos dois países”, afirmou Paulo Skaf.

O encontro aconteceu na sede da Federação das Indústrias na tarde de segunda-feira (12) e contou com a presença de mais de 30 empresários dos setores de transportes, construção, saúde, automobilístico e turismo, além de representantes dos governos estadual e federal.

Na abertura, Díaz apresentou números sobre a relação comercial entre Brasil e Cuba. Segundo dados do ministério de Comércio Exterior, a balança comercial entre os dois países girou em torno de US$ 347,6 milhões no primeiro semestre deste ano, o que garantiu ao Brasil o quinto lugar no ranking de parceiros comerciais cubanos. O país também desponta como o segundo maior exportador de alimentos e segundo maior parceiro latino-americano.

Adversidades contornadas

Apesar das oportunidades, alguns investidores ainda acham arriscado investir em Cuba devido aos bloqueios comerciais que envolvem o país e o regime econômico, que destoa da maioria mundial. Quanto a isso, Díaz garante que não haverá problemas com os investimentos brasileiros.

“O país está trabalhando na adequação de seu modelo econômico, não estamos empreendendo uma transformação radical, mas estamos tentando incluir mudanças que vão contribuir para que a eficiência da econômica seja maior.”

Para Paulo Skaf, as experiências de empresas brasileiras que já atuam no país – tais como Odebrecht e Souza Cruz – mostram que não há adversidades e que os resultados têm sido positivos. “A nossa visão é que Cuba está se transformando e que será, sem dúvida, uma boa oportunidade de investimento nos próximos anos. As empresas presentes lá não estão achando ruim”, revelou. “Eu acho que o Brasil tem possibilidade de ser um grande parceiro de Cuba, e Cuba um grande parceiro do Brasil.”

Entre os setores com mais oportunidades de investimentos para os empresários brasileiros estão o de sucroalcoleiro, turismo, saúde e energia e mineração.