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‘Brasil é modelo para outros países’, diz diretor do Deinfra/Fiesp

Carlos Cavalcanti destaca a importância da igualdade de direitos e oportunidades para todos

Agência Indusnet Fiesp

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra da Fiesp

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra da Fiesp

O Brasil pode se apresentar como modelo de desenvolvimento sustentável para o mundo. É o que sustenta Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) de Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Nós entendemos o Brasil como um modelo”, disse Cavalcanti ao resumir para a imprensa o teor do documento ‘A desigualdade é insustentável’, que será encaminhado pela Fiesp e pela Firjan à delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

“Colocamos muito claramente que a fonte hidráulica é fonte de menor emissão [de gases] e é extremamente competitiva para os países em desenvolvimento e estes precisam obviamente se preocupar e incorporar no preço da energia elétrica, por esses aproveitamentos, seus custos de compensação social e ambiental”, explicou Cavalcanti.

A questão logística também foi abordada pelo diretor do Deinfra. “É fundamental trabalhar em planejamento de matriz, privilegiando, no caso de carga, os modais de menor emissão, e, no caso de passageiros, todos os países terem como orientação política privilegiar o transporte coletivo sobre o individual.”

Segundo Cavalcanti, o documento enfatiza que o reconhecimento da diversidade é fundamental e deve ser valorizada e preservada. “A diversidade de culturas, racial, de gênero, de orientação sexual, mas todas essas questões devem levar – e a indústria está assumindo esse claro compromisso e essa clara indicação – devem levar à igualdade de oportunidades e de direitos.”

O documento será enviado oficialmente à delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) – a agenda oficial começa nesta quarta-feira (13/06).

O diretor do Deinfra disse que a Fiesp e a Firjan expressa claramente que o desenvolvimento sustentável, baseado nos três pilares, precisa de instrumentos de mensuração. “Esses instrumentos não podem desprezar as ações que vários países já têm tomado”, explicou Cavalcanti.

Na discussão sobre mudança de clima, Calvalcanti explicou que as duas entidades empresariais referendam o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, assumindo uma clara posição de que países desenvolvidos devem tomar medidas enérgicas para combater a mudança de clima. “em desenvolvimento, exortando a todos os países assuma metas e compromissos nisso que pode mudar a vida do planeta”.

O Humanidade 2012 é uma iniciativa conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.