imagem google

Biotecnologia impulsiona revolução na indústria têxtil

Tema foi discutido na primeira reunião do Comtextil deste ano

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) discutiu nesta terça-feira (23/2) a biotecnologia aplicada aos produtos do setor. 

Convidado do Comtêxtil, o coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) da federação, Eduardo Giacomazzi, falou sobre suas experiências na feira holandesa “Material Xperience ” que este ano apresentou Materiais sob o tema “Cinco Sentidos” com apresentação de mais de 120 expositores.

“Havia tecidos inteligentes, como feltro que não pega fogo, roupas tecnológicas que mudam de cor ao toque da mão, carpete biológico que ‘come’ poeira”, disse Giacomazzi aos membros do Comtêxtil.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1563495827

Eduardo Giacomazzi fala durante reunião do Comtextil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo ele, os novos materiais são vetores para a próxima geração de produtos e processos, além de serem a matéria prima dos cientistas, criativos e empreendedores dos mais diferentes setores da economia. Giacomazzi defendeu que este é o momento da indústria brasileira buscar novos caminhos e parcerias rumo à uma revolução de base-biológica.

“A maioria dos expositores disseram ter interesse em investir no Brasil, fazer parcerias. Não podemos nos fechar em nossas limitações e perder a oportunidade em buscar esse conhecimento e novas aplicações, o momento é de estabelecermos uma agenda positiva, na busca de parceiros  internacionais”, afirmou sobre a feira que aconteceu na cidade de Utrecht, na Holanda.

“Já perdemos a revolução dos chips e da tecnologia da informação, não podemos perder mais esta que está ocorrendo bem agora”, afirmou.

A reunião desta terça-feira foi conduzida pelo coordenador titular do Comtêxtil, Elias Hadadd.