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Benjamin Steinbruch: ‘Infelizmente, já nos acostumamos com os juros cobrados no Brasil’

O presidente da Fiesp destaca a urgência de se baixar os juros, desvalorizar o real e começar a injetar, desde logo, competitividade na economia

Agência Indusnet Fiesp

“É uma balela a história de que o estímulo ao consumo se esgotou como fórmula de ativar a economia e que, agora, a atividade só pode crescer estimulada por investimentos”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, em artigo no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (09/09).

Embora a indústria tenha registrado um crescimento no mês de julho, Steinbruch afirma que ainda não é possível ser muito otimista com o ritmo da atividade econômica e destaca entre os motivos os juros dos financiamentos.

O empresário lamenta o fato de o brasileiro já ter se acostumado com o juros cobrados no Brasil. “Consideramos normal, ainda, que os juros do cheque especial da pessoa física sejam, em média, de 172,4% ao ano (8,6% ao mês). Qualquer pessoa sã tem de admitir que esses números são escandalosos”, afirmou.

Esse quadro, segundo o presidente da Fiesp, é ainda mais absurdo pois crédito é um forte impulsionador da economia. “Se ele é caríssimo, como é o caso do Brasil, não tem como crescer, por desinteresse dos tomadores.”

Além das reformas, Steinbruch ressalta que será necessário tomar medidas imediatas e corajosas para baixar os juros, desvalorizar o real e começar a injetar, desde logo, competitividade na economia. “A indústria em especial espera ansiosamente por isso. Está abandonada e é doente quase terminal, atacada há longos anos pelos males da desindustrialização.”

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo.