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Benjamin Steinbruch comenta o baixo desempenho do setor automobilístico

Vice-presidente da Fiesp defende o estímulo à inovação e a busca de eficiência para ampliar a competitividade do setor

Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (22/04), o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, comentou em artigo no jornal Folha de S.Paulo sobre as surpresas no desempenho da indústria para a economia do Brasil e, em especial, o setor automotivo.

Segundo ele, apesar de todos os indicativos de que o crescimento de 2014 seria mais lento do que 2013, o fim do primeiro bimestre trouxe indicadores positivos, criando a expectativa de que a expansão poderia estar sendo mais rápida do que se imaginava.

Contudo, um setor que influenciou positivamente nos dois primeiros meses do ano – o automobilístico –  no mês de março contribuiu para fechar o trimestre com índices negativos. Ele  elencou uma série de problemas enfrentados pelo setor automobilístico, desde a produção de caminhões prejudicada pela queda de exportações para Argentina, retirada parcial dos estímulos fiscais (IPI), férias coletivas e PDV’s nas montadoras, redução expressiva nos estoques, entre outros.

A tendência de se criticar o modal automobilístico é insensata, segundo o vice-presidente da Fiesp, dada a deficiência do setor ferroviário no país, o que torna o caminhão um veículo indispensável no transporte de cargas.

Ele destaca  que o abandono radical dos estímulos à produção de veículos é prejudicial a competitividade da indústria. “Mais recomendável seria estimular a inovação e a busca de eficiência no setor, para que o país possa participar do longo período de transformação que fatalmente se dará nessa área”, avaliou.

Steinbruch afirma ainda que não adianta odiar e execrar o automóvel. “A indústria de veículos vai viver uma revolução em matéria de tecnologia e inovação nas próximas décadas. É mais sensato tentar participar dessa busca do automóvel do futuro. Alguém sabe como ele será?”, questiona.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo.