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Beleza além das fronteiras: em evento na Fiesp, capacitação de mulheres venezuelanas

Apoio de diversas entidades à migração forçada do país vizinho promove a autoestima e o empoderamento feminino

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O projeto Beleza Além das Fronteiras ganhou espaço e acolhimento no teatro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (26/10), com oficinas de capacitação e valorização da autoestima, com foco nas imigrantes venezuelanas.

O projeto é uma iniciativa de empoderamento e inclusão socioeconômica de mulheres da Venezuela e migrantes de países vizinhos residentes em São Paulo. Assim, são oferecidos treinamentos teóricos e práticos para que essas mulheres possam ingressar no mercado de trabalho e aproveitar as oportunidades de empreendedorismo que se abre na indústria da beleza.

O evento contou com a parceria da Virada Feminina-saindo da discussão e partindo para a ação, da Casa Venezuela, da ONU Migração (OIM), do Oportunidades-Integração no Brasil, financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), da Secretaria Nacional de Proteção Global e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.


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Fotos: Karim Kahn/Fiesp

Marta Livia Suplicy, presidente do Conselho Superior Feminino (Confem) da Fiesp, afirmou, na abertura do encontro, que não era “um dia de capacitação, mas, sim, de oportunidades”, para a mulher com orientação profissional, para saber se apresentar em uma entrevista de trabalho e elaborar um currículo adequado. Suplicy frisou que “sua documentação é fundamental para o país onde estão e o desenvolvimento do trabalho que cada uma fará” e enfatizou que são profissionais cidadãs e é essencial ter espaço de voz, para “que saiam com a consciência do coletivo, mulheres empreendedoras que querem seguir adiante”.

Michele Barron, representante da OIM, deu ênfase ao intuito de mudar a vida dessas mulheres e agradeceu aos capacitadores que se identificam com o projeto, enquanto Blanca Montilla, da Casa Venezuela, frisou que 6 milhões de pessoas deixaram o país, o que confiura a segunda maior crise migratória mundial, atrás apenas da Síria. “E tiveram de deixar tudo para trás e se aventurar em busca do básico, alimento, respeito”, disse, e externou gratidão com o país que abriu suas portas e as acolheu. Montilla afirmou às presentes “que possamos um dia voltar à Venezuela para reconstruir o país que queremos”, um desejo acalentado por muitos em função da migração forçada.

Foram oferecidos cursos de assistente de cabeleireiro, orientação sobre educação financeira, apoio para abertura de registro de Microempreendedor Individual (MEI), além de informações sobre direitos no Brasil, prevenção contra violência de gênero e sobre a saúde da mulher.

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