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Bancos apresentam suas linhas de crédito para pequenas e médias empresas

Desenvolve SP também falou sobre oportunidades para as MPMEs, durante seminário promovido pela Fiesp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), representantes de quatro bancos apresentaram nesta segunda-feira (17/11) as linhas de crédito oferecidas às Micro, Pequena e Médias Empresas (MPMEs), explicando os objetivos de cada uma, seja para compra de equipamentos ou para capital de giro. O evento foi realizado pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da entidade.

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Seminário na Fiesp reuniu representantes das principais instituições financeiras e de crédito do país. Foto: Helcio Nagamine/FIESP


Participaram do painel a superintendente de repasses, Paula Figueiredo Pulcinelli, e o superintendente de produtos, Carlos Eduardo Ferron Rossi, do Santander; o diretor departamental de empréstimos e financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto; o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Marcelo Mariano; e o gerente de mercado do Banco do Brasil, Rodrigo D´Alvia.

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Rodrigo D'Alvia, do Banco do Brasil: "Não adianta usar crédito de investimento ou cheque especial para capital de giro e vice-versa”. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

“É muito importante escolher a linha de crédito adequado. Não adianta usar crédito de investimento ou cheque especial para capital de giro e vice-versa”, aconselhou D´Alvia. “Independente do banco que você escolher, é preciso escolher corretamente a linha. Porque todos nós queremos que o Brasil cresça forte.”

Além dos bancos, o superintendente da Desenvolve SP, Eduardo Tadeu Saggiorato falou sobre as oportunidades oferecidas pela agência de investimento. Ele destacou as linhas especiais para projetos de inovação e de economia verde

“O tema eficiência energética tende a ser muito importante para os próximos anos”, afirmou o superintendente. “Inovação também é a bola da vez. E muitas empresas fazem inovação, mas não percebem o que estão fazendo e não buscam as linhas adequadas para isso.”

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Saggioratto, da Desenvolve-SP: eficiência energética e inovação estarão no foco dos negócios Foto: Tâmna Waqued/FIESP

Informações empresariais

O último painel teve como tema a organização das informações empresariais, fundamental para que a empresa cresça e faça investimentos. A professora Dariane Castanheira, da Fundação Instituto de Administração (FIA), declarou que os dois principais pontos que determinam o fim de uma empresa são a falta de planejamento prévio e as dificuldades na gestão empresarial.

Ela buscou mostrar como o planejamento e o controle financeiro podem ajudar a conseguir um empréstimo bancário e, principalmente, remunerar bem o investidor. “Quando falamos em objetivo da empresa, temos que pensar sempre em três ‘caixinhas’: aumento da rentabilidade, geração de caixa e garantia da continuidade. Essa é a base para todas as decisões.”

Segundo Dariane, a gestão da empresa nunca deve ser feita só para um ano, mas, no caso das pequenas e médias, deve ser de três a cinco anos.

“O empresário deve se perguntar: quais são os objetivos da empresa para os próximos três anos em termos de rentabilidade, produção de caixa e continuidade? Qual será a estratégia para ganhar mercado? Qual o faturamento esperado para 2015, 2016 e 2017?”

No mesmo painel, Flávio Vital, assessor de projetos do Dempi, também deu suas dicas para os empreendedores. “Existe uma máxima que diz que o banco empresta para quem tem dinheiro, para quem não precisa”, afirmou.

“A dica é: vá pedir dinheiro para o banco quando você tiver dinheiro. Se você pensar bem no fluxo de caixa da sua empresa no ano inteiro, tem momentos que você está melhor, mas esquece de ir ao banco.”

Ele reforçou a importância do planejamento e gerenciamento, aconselhando que o empresário trate o dinheiro como insumo. O assessor também recomenda que a pessoa traduza sua produção em números para apresentar ao banco e buscar financiamento.

“A palavra básica em crédito é orçamento. É preciso fazer um orçamento, para no mínimo três anos, como um planejamento de produção. Você vai comprar uma matéria-prima que não precisa? Tente tratar dinheiro como insumo, como algo que você vai precisar e ver o que você precisa ter de informação para fazer esse planejamento.”

Para Vital, mesmo com as perspectivas negativas, 2015 será um ano de oportunidades para as MPMEs. “No meio de uma crise, as pessoas tendem a se recolher e os mais bem preparados vão sair na frente. As pessoas vão continuar vestindo, comendo, passeando, consumindo. Busque se posicionar melhor no mercado e se preparar mais, que você vai sair na frente.”

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