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As indústrias precisam dar atenção a questões além da produção, diz CEO de indústria têxtil

Em reunião na Fiesp, foi apresentado o case da Santista para os conselheiros da cadeia produtiva da indústria têxtil, confecção e vestuário

Milena Nogueira Agência Indusnet Fiesp

A última reunião plenária da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada nesta terça-feira (7/12), teve como pauta a história de sucesso da Santista Têxtil. Na abertura, feita pelo diretor titular do Comtextil, Elias Miguel Haddad, ele destacou que “tivemos um ano muito produtivo com uma agenda positiva de exemplos práticos de indústrias em crescimento”, disse, referindo-se ao Comitê criado em 2004 por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

O CEO da Santista Têxtil, Gilberto Mestriner Stocche, desde 2016 no cargo, afirmou que a empresa, 25 vezes Top of Mind do setor workwear, atua em duas unidades de negócio, no jeanswear, dedicada à produção de tecidos para a confecção de jeans, e no workwear, voltada à produção de tecidos especiais para roupas profissionais.

De acordo com Stocche, a Santista fala de sustentabilidade há mais de 20 anos. “Desenvolvemos produtos, soluções e tecnologias de maneira responsável, com respeito ao meio ambiente e à vida das pessoas. Todas as unidades da Santista têm certificações mundialmente reconhecidas em duas categorias (ISO 9001:2015 de Qualidade e ISO 14001:2015 de Meio Ambiente)”, disse ele, reiterando o ambiente seguro de trabalho, com estímulo ao desenvolvimento profissional e ao diálogo aberto oferecido pela empresa.

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Fotos: Ayrton Vignola/Fiesp

Mais um ponto relevante destacado enfocou o meio ambiente e ações de preservação e de redução de impacto e Stocche informou que a Santista trabalha com certificados de boas práticas ambientais e organizacionais. A água utilizada na produção dos tecidos é devolvida ao meio ambiente limpa; as unidades produtivas possuem estações de tratamento de efluentes que, por meio de processos biológicos, garantem a qualidade do processo. A água de reúso é aplicada no resfriamento e em outros processos industriais, gerando uma redução geral do consumo de água. “Entre 2013 e 2015 houve uma diminuição de 20% no uso da água em todas as plantas industriais”, revelou.

De acordo com ele, o descarte correto de materiais recicláveis nos escritórios e nas unidades produtivas, com a utilização de garrafas PET na produção de uniformes, retira-se mais de 4 milhões de unidades do meio ambiente. Já o acabamento dos tecidos é feito de cupuaçu extraído de maneira sustentável, que colabora para o desenvolvimento de pelo menos 700 famílias indígenas na região amazônica.

Stocche enfatizou a importância de se pensar nas ações sociais em uma indústria. “Com a proposta de estimular o trabalho humanitário entre os profissionais, a empresa contribui para um bom relacionamento entre os colaboradores e a comunidade, além de se articular com setores públicos, privados e a sociedade civil. E, o essencial, identificar talentos dentro da empresa e na comunidade”, concluiu.