imagem google

À frente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons trata do investimento do Sesi-SP e expectativas para Tóquio 2020

Parsons acredita que os jogos paraolímpicos de Tóquio 2020 serão, muito provavelmente, os melhores da história. No Parapan-Americano de Lima, atletas do Sesi-SP retornaram ao Brasil com 17 medalhas, sendo 12 de ouro e 5 de prata em quatro modalidades

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

A importância do investimento no esporte paralímpico no Brasil, os preparativos para os jogos de Tóquio, em 2020, e a atuação do Sesi-SP para o desenvolvimento desse tipo de desporto foram os temas do encontro promovido pelo Comitê da Cadeia Produtiva do Esporte (Code) da Fiesp. Entre os convidados, Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, e o secretário Especial do Esporte do governo federal, Décio dos Santos Brasil.

Parsons acredita que os jogos paraolímpicos de Tóquio 2020 serão, muito provavelmente, os melhores da história. “As instalações são de altíssimo nível. O governo, o comitê organizador, a iniciativa privada, a mídia japonesa, todos têm colocado a mesma importância nos Jogos Olímpicos e nos Jogos Paraolímpicos”, explica.

O presidente do Comitê Paralímpico Internacional reforçou que a missão das instituições voltadas ao desenvolvimento do esporte é mudar a visão que a sociedade tem a respeito das pessoas com deficiência. Os jogos estão aí para provar que pessoas com deficiência não precisam de proteção e, sim, de oportunidade. Eles precisam ser produtivos para a comunidade, ter uma profissão, consumir”, diz.

Ao reconhecer a importância do Sesi-SP no incremento do esporte paraolímpico no país, Andrew Parsons acrescentou que investimento de esporte de alto rendimento não se faz em um, dois ou três anos. “É importante fazer um planejamento a longo prazo, com meta, indicadores de desempenho. O esporte paraolímpico só funciona dessa forma. Existem delegações, equipes brasileiras cuja a base é o Sesi. O voleibol é uma delas. E eu acho que o esporte precisa disso”, enfatiza.

Nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, deste ano, a delegação do Brasil terminou em 1º lugar no quadro de medalhas e a melhor campanha de um país na história da competição. Foram 308 medalhas, no total, sendo 124 de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Campanha superior a do México, em 1999, que havia sido a mais expressiva até então com 307 láureas: 121 ouros, 105 pratas e 81 bronzes.

O Sesi-SP contou com o maior número de convocados entre os clubes brasileiros, com 17 nomes. A instituição teve grande colaboração na conquista da melhor campanha do Brasil no torneio. Os atletas retornaram ao Brasil com 17 medalhas, sendo 12 de ouro e 5 de prata em quatro modalidades.

“O processo todo de qualificação para os jogos vem apresentando grandes resultados em diversas modalidades e dentro dessa realidade o Sesi-SP é um grande fornecedor de atletas e de medalhas para o Brasil”, completa Parsons.

Durante a reunião, Gizele Costa, atleta da equipe de vôlei sentado do Sesi-SP e da Seleção Brasileira, ostentava no peito a medalha de prata que ganhou nos jogos Parapan-Americanos em Lima, Peru. “Sou uma das melhores jogadoras hoje, do mundo. Isso é motivo de orgulho para mim e minha família. O Sesi-SP tem toda importância na minha vida porque foi quem me deu a oportunidade. Eu nem sabia que existia o voleibol sentado e nem que eu me encaixaria na classe por ser uma deficiente física. Foi o lugar que me fez conquistar metas materiais”, declara.

O diretor titular do Code, Mario Eugênio Frugiuele, reforçou o trabalho de Andrew, que representa o país no comitê internacional. E também reconheceu o dinamismo do Sesi-SP quando o assunto é esporte paralímipco. “Isso se deve ao fato de o presidente Paulo Skaf, da Fiesp e do Sesi-SP, ser um entusiasta do esporte. O Sesi-SP é um exemplo de como a prática esportiva pode alcançar resultados expressivos e se desenvolver quando recebe apoio”, diz.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1571878080

Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, participou de reunião do Code e abordou expectativas para jogos de Tóquio, no ano que vem. Foto: Karim Kahn/Fiesp