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Alunas do Sesi-SP dão charme e ideias para uma vida melhor com tecnologia

Em competição dominada pelo universo masculino, as meninas crescem e aparecem na hora de inovar

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Equipe do Sesi Catumbi. O grupo conquistou primeiro lugar na etapa regional

O Pavilhão de Convenções do Anhembi recebeu 26 equipes de alunos do Sesi-SP que apresentaram nesta segunda-feira (7) seus projetos com tecnologia robótica para prevenir e remediar problemas de saúde. Mas os estandes que mais chamam atenção, pelo menos por conta do visual, são aqueles com toque feminino.

Usando um imenso chapéu cor de rosa estampado com corações, Gabriela Lourenzato Guarda, 13 anos, aluna do Sesi de Catumbi, fala com clareza sobre o projeto de software e chip para desfibriladores desenvolvido pelo seu grupo, composto por cinco meninas e apenas um menino.

“A gente percebeu que os nossos professores da escola estavam sofrendo com muitos problemas de coração, então pensamos como poderíamos desenvolver uma tecnologia para melhorar no diagnóstico de problemas desse tipo”, contou Gabriela, programadora do robô que competiu nesta segunda-feira com os 25 grupos no circuito temático.

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Alunos do Sesi aguardam resultado de uma das etapas de classificação


O grupo de Gabriela desenvolveu o Desfibrilador Tecnobody, projeto que levou dois meses para ficar pronto. A proposta é utilizar o equipamento para enviar com antecedência ao hospital dados do eletrocardiograma feito no momento em que o desfibrilador é usado em vitimas de parada cardíaca. A operação pouparia tempo, uma vez que o hospital receberia as informações do paciente antes mesmo de sua chega à emergência.

Projetos inovadores para saúde

Na 3ª edição do Torneio Sesi-SP de Robótica, o desafio das equipes participantes é explorar o mundo moderno da Engenharia Biomédica, descobrindo inovações tecnológicas para reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.

A equipe do Sesi de Vila das Mercês idealizou um projeto para facilitar a rotina de pacientes com próteses de metal. O grupo, cuja formação predominante também é de meninas, elaborou o robô Futuristic Mind, um equipamento instalado na porta giratória dos bancos que, com uma luz infravermelha, visualiza de forma exata a pessoa que possui um objeto ameaçador, dispensando suspeitas em portadores de próteses de metal, segundo Gabriela Silva, líder da equipe de seis integrantes, dos quais apenas dois são meninos.

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Juízes avaliam desempenho de alunos durante circuito com robôs


“Pensamos em fazer algo com detector de metais porque o pai de uma das meninas do grupo tem uma prótese de titânio na perna e tem muita dificuldade de entrar em um banco”, explicou a líder sobre a história de Gabriella Borges, 13 anos, construtora de robôs. A equipe de Vila das Mercês preparou a pesquisa, o projeto e o robô do Futuristic Mind em pouco mais de um mês. “Nas últimas três semanas ficamos 10 horas na escola para conseguir fazer o projeto”, lembrou Gabriela Lima, organizadora da equipe.

Paqueras e maquiagens

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Equipe Futuristic Mind do Sesi Vila das Mercês, no primeiro dia de competição

A equipe do Sesi de Catumbi conta com Giovanna Soler Affonso (12 anos), como líder, Giovanna Folha Carlomagno (12), como programadora, Lorena Lourenzato Guarda (12) e Gabriela Yuta (13), como construtores, e Gabriela Forte Veríssimo (12), como organizadora.

O coro feminino ainda é engrossado pela técnica Cintia Khalil Ortiz e pela mentora Adriana Lupion. Ao todo são sete mulheres para se comunicarem com Gabriel Yuta, o único menino da turma.

“Foi legal trabalhar com elas, menos quando ficavam falando sobre meninos. Aí era difícil. Mas quero trabalhar de novo com elas”, desabafou Yuta sobre suas colegas de equipe e alunas do Sesi.

Cintia Khalil Ortiz, professora e técnica responsável pela equipe, confere à Yuta o mérito de equilíbrio do grupo: “O bom é que ele é uma pessoa maravilhosa, ele é calmo. Além de ele ser o único menino, ele é o apaziguador da equipe”.

Enquanto isso, na equipe de Vila das Mercês, os meninos Kalel Adolfo (13 anos), programador, e Pedro Matos (12), líder do grupo, esquecem da calma quando estão esperando as quatro meninas terminarem de se maquiar. Dentro do estande todo preto, decorado com luzes neon, cartazes e CDs em forma de tapete, Pedro reclamava da demora das meninas em aprontar o cabelo: “Eu passei a tinta rapidinho no meu cabelo. Elas ficaram horas se arrumando. Precisei bater na porta pra saírem”.

Meninos e meninas disputam nesta última etapa regional nove vagas na classificação para a competição estadual que começa nesta terça-feira (8). Confira a lista com as equipes classificadas no hotsite de Robótica.

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