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Agenda Legislativa do Agronegócio e a imagem do setor são temas de reunião da Fiesp

Para especialistas, a agricultura brasileira precisa melhorar seu discurso nacional e internacional, de modo a valorizar sua aptidão

Milena Nogueira, Agência Indusnet Fiesp

As expectativas sobre a Agenda Legislativa do Agronegócio foram tema de reunião promovida pelo Conselho Superior de Agronegócio (Cosag), da Fiesp, na segunda-feira (5/4), que contou com o líder da Frente  Parlamentar da Agropecuária e do Instituto Pensar Agro, o deputado federal Sérgio Souza, e conduzida por seu presidente, Jacyr Costa Filho. Durante o encontro, realizado por videoconferência, foi apresentado um movimento recém-criado no Brasil, que tem como objetivo revisar a imagem que o agro vem sendo retratado nas escolas brasileiras. 

Para o deputado Sérgio Souza, o Brasil tem o grande desafio de representar 20% da alimentação global até 2050. “Temos vocação principal para o agronegócio, pois possuímos um território de 66% de floresta nativa e clima propício, o que nos tornou um gigante produtor de alimentos, hoje responsável por 10% da alimentação global”, destacou. 

No entanto, o setor sente necessidade de mitigar algumas questões que fazem do agricultor o vilão que vem matando o planeta. Segundo Souza, nenhum país do mundo sabe utilizar, nem usa quantidade de defensivos agrícola na proporção por hectare igual ao Brasil. “Usamos menos defensivo que a Europa, assim como no Japão”, disse. 

Para ele, o Brasil produz com sustentabilidade e hoje há uma legislação moderna, que é o Código Florestal. “Para o biênio 21/22 foi desenhado com dois pilares: segurança jurídica e mudança na imagem do produtor rural e dos produtos perante a sociedade brasileira e internacional. Para isso, temos nos reunido com embaixadas, e estamos planejando visitas internacionais para explicar como funciona de fato a produção agrícola no Brasil. No aspecto jurídico é necessário avançar com projetos no Congresso Nacional como a regulamentação fundiária”, informou o deputado. 

Já Nilson Leitão, presidente do Instituto Pensar Agro, explica como eles tentam desburocratizar algumas questões para o Congresso Nacional na Frente Parlamentar com o Instituto, responsável por muitos dos temas e leis criadas para o agronegócio. “O Brasil precisa se preparar para o debate que vai afetar o país com a nova agenda ambiental que está sendo construída internacionalmente juntando a União Europeia, a China e os EUA, que representam quase 43% das emissões globais de gases de efeito estufa.” Ainda, segundo Leitão, o Instituto está trabalhando para uma proposta de retórica mais eficiente para chegar aos ministros, tanto do Meio Ambiente quanto da Agricultura e das Relações Exteriores, para o governo falar sobre a sua realidade com um discurso construído sobre um país que produz.

O agro retratado nas escolas do Brasil

Preocupados com o futuro das crianças brasileiras e como apresentam a agricultura do Brasil no material didático, o Movimento de Olho no Material Escolar, criado em outubro de 2020, apontou graves exemplos desatualizados nos livros de ensino infantil. “Os livros vêm retratando o agro como um setor que fomenta injustiça, opressão e destruição, fazendo disso a única realidade do setor”, destaca a representante do movimento,  Letícia Jacintho. 

“Os livros falam de ONGs como o Greenpeace, mas não citam a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), só há destaque para as ONGs internacionais, e sobram críticas ao processo produtivo agrícola brasileiro”, apontou Jacintho, explicando que o objetivo do movimento é fazer a revisão do material didático e corrigir a forma como o agro é retratado, para que esse debate possa enriquecer os livros e auxiliar os professores e alunos com informações reais sobre o setor.

O movimento está organizado por grupos que trabalham com diferentes frentes, como os governos federal, estaduais e municipais; relações com instituições e entidades; comunicação institucional, mídia e eventos; recolhimento e revisão do material escolar recebido; pesquisa de mercado editorial, MEC e educação brasileira; biblioteca virtual; projetos de relações públicas para empresas do agro e investidores; e o grupo para o projeto de vivência da prática nas escolas.

Para se juntar como parceiro do movimento, acesse o perfil @deolhonomaterialescolar, no Instagram.

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Para especialistas, a agricultura brasileira precisa melhorar seu discurso nacional e internacional, de modo a valorizar sua aptidão