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Acordo entre Mercosul e UE só acontece se houver vantagens para o Brasil, afirma secretário de Comércio Exterior na Fiesp

Segundo Daniel Godinho, é necessário um equilíbrio entre ganhos e perdas. Tema foi debatido durante a 81º reunião de Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Daniel Godinho: “Não vamos fechar por fechar.” Foto: Everton Amaro/Fiesp

O governo brasileiro decidiu avançar nas negociações da proposta de acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), mas ainda falta muito para que o acesso ao mercado europeu seja garantido, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho.

“Temos desafios muito importantes, em diversas áreas. Sinto a necessidade de uma cláusula de indústria nascente, por exemplo, bem como salvaguardas robustas e regras de origem que atendam aos interesses do setor produtivo brasileiro”, explicou Godinho na manhã desta terça-feira (15/09) durante a 81º reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Sem isso, não faz sentido um acordo. Não vamos fechar por fechar. Só o faremos se for positivo para o Brasil”, garantiu Godinho.

O secretário de Comércio Exterior explicou que a proposta que o governo apresentará ao Mercosul tem base na ótica da cadeia produtiva e leva em conta a sensibilidade de cada produto. Desse modo, haverá listas de desgravação com periodicidades diferentes, além da exclusão dos itens mais sensíveis.

De acordo com o representante do MDIC, é equivocada a visão de que um acordo comercial entre os blocos gerará benefícios à agricultura em detrimento à indústria. “Há ganhos para todos. E perdas para vários”, admite.

“Cabe a nós [governo] identificá-los e calibrar nossa oferta de modo a conseguir um equilíbrio. E esse é um passo que nós já conseguimos dar”, concluiu Godinho.