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Acordo comercial Mercosul–UE: oportunidades e desafios para o agronegócio brasileiro

Tema foi pauta de recente reunião conjunta do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) e do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), na Fiesp

Em uma manhã de aprendizado e discussões de alto nível, em 31/7, foram analisados os desafios e também as oportunidades para o agronegócio brasileiro no comércio internacional, especialmente diante do recente acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Para o embaixador Alexandre Guido Lopes Parola, representante permanente da missão do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), tratados plurilaterais colocam o país em sintonia com a tendência mundial de uma economia mais competitiva e integrada.

Diversos benefícios previstos no acordo com a UE foram detalhados por Gustavo Cupertino Domingues, coordenador-geral de acesso a mercados do Departamento de Comércio e Negociações Comerciais do Ministério da Agricultura. Um dos destaques é a extinção de tarifa para até 180 mil toneladas de açúcar em um período de cinco anos. O etanol industrial (450 mil toneladas) e o combustível (200 mil toneladas) também terão redução tarifária ao longo do mesmo período.

Se por um lado acordos de comércio internacional podem alavancar as exportações brasileiras, por outro exigem atenção. Este foi o ponto levantado pela professora dra. Vera Thorstensen, coordenadora do Centro do Comércio Global e Investimento (CCGI) da Fundação Getúlio Vargas (FVG). De acordo com ela, é preciso que o Brasil mantenha um diálogo permanente junto à OMC para entender a política de barreiras sanitárias e fitossanitárias de países da UE e mapear pontos que possam tornar os produtos brasileiros vulneráveis a restrições.

Outro tema importante da reunião girou em torno da necessidade de fortalecimento da imagem do Brasil, enfatizando nos mercados internacionais a sustentabilidade de sua produção agrícola e energética.

Roberto Castelo Branco, secretário do Ministério do Meio Ambiente, lembrou que, apesar de ter mais que dobrado sua produção, a agropecuária brasileira vem mantendo estáveis seus níveis de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). Para o secretário, esse feito merece projeção internacional, assim como os automóveis híbridos brasileiros, que são a alternativa mais sustentável para a mobilidade.

Na mesma linha, Alexandre Ghisleni, diretor do departamento de promoção do Agronegócio do Ministério das Relações Exteriores, reiterou a necessidade de construção de agenda positiva junto à comunidade internacional, com participação ativa do país no debate público.

O evento contou ainda com apresentação sobre o setor de nozes e castanhas. José Eduardo Camargo, do Departamento de Agronegócio (Deagro), mostrou dados sobre o mercado e a produção do setor e enfatizou que estimular e facilitar a expansão das nozes e castanhas é alternativa saudável e lucrativa para o agronegócio brasileiro.

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