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Ações e projetos estratégicos do Exército brasileiro são apresentados pelo comandante militar do Sudeste, general Tomás, na Fiesp

Em reunião do Deseg e do Simde, realizada por videoconferência, o oficial listou as iniciativas do Exército Brasileiro e traçou um panorama das inúmeras atribuições do Comando Militar do Sudeste

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

A última reunião plenária conjunta do Departamento de Defesa e Segurança (Deseg) da Fiesp e do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde), em formato de videoconferência, recebeu o general de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante Militar do Sudeste. No encontro, realizado nesta quarta-feira (14/7), o general apresentou as ações, os projetos estratégicos e as iniciativas de apoio ao enfrentamento da Covid-19 capitaneadas pelo Exército Brasileiro.

O oficial traçou um verdadeiro panorama das inúmeras atribuições do Comando Militar do Sudeste (CMSE), um dos Comandos Militares do Brasil, com sede na cidade de São Paulo. É o comando enquadrante da 2ª Região Militar e da 2ª Divisão de Exército, ambas também sediadas em São Paulo.

A reunião foi aberta pelo general de divisão Adalmir Manoel Domingos, coordenador executivo de Conselhos e Departamentos da Fiesp.  O tenente-brigadeiro do ar Aprígio Azevedo, chefe de gabinete da Fiesp, deu as boas-vindas ao general Tomás e a sua comitiva.

Em seguida, Carlos Erane de Aguiar, diretor titular do Deseg e presidente do Simde, explicou o conceito do Comitê de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, que conjuga esforços no sentido de criar, induzir, aperfeiçoar e dar efetividade a políticas públicas que visam o fortalecimento das instituições de defesa e segurança. O Simde, sindicato patronal de base de defesa nacional, é o canal de ligação das indústrias de defesa às federações. O que se funde com o objetivo do Comdefesa.

Carlos Erane citou um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento, divulgado em 2017, identificou que o complexo de defesa e segurança é responsável por gerar 5 milhões de empregos diretos e indiretos no país e movimenta anualmente cerca de R$ 250 bilhões, número que corresponde a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“É comovente este trabalho excepcional, humanitário que o exército tem feito de maneira linda e silenciosa. Nós, enquanto base industrial de defesa, procuramos sempre estarmos conectados com os valores das Forças Armadas. A indústria de defesa tem sido resiliente e valente. Temos resistido e graças a isso temos brilhado no exterior também. Temos competitividade, preço, logística e vontade de exportar”, ressaltou Erane.

De acordo com o general de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante militar do Sudeste, a indústria de defesa irá permanecer viva e pujante por muito tempo, uma vez que o Brasil tem muita demanda, o que faz as Forças Armadas terem uma atuação muito necessária. “Nossa missão constitucional é garantir a soberania, cumprir atribuições subsidiárias, assegurar poderes constitucionais e a lei e a ordem, cooperar com o desenvolvimento nacional e o bem-estar social”, disse.

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Para o general Tomás, comandante militar do Sudeste, a indústria de defesa irá permanecer viva e pujante em função da demanda. Fotos: Everton Amaro/Fiesp

Alguns números relevantes do Exército foram apresentados. Segundo o oficial, são 206.571 militares na ativa; 5.191 alunos militares, internos, morando nas escolas; 13.415 estudantes em colégios militares; 65.635 recrutas incorporados em 2020; 1,17 milhão de atendimentos médicos no sistema de saúde. Quando o assunto é orçamento, o montante chega a R$ 52,5 bilhões por ano, aproximadamente, 89% empregados com pessoal e encargos sociais.

O general Tomás citou a importância da Fiesp na efetividade do novo Colégio Militar de São Paulo (CMSP). O projeto foi elaborado por uma equipe de técnicos e engenheiros do Sesi-SP entre março de 2019 e agosto de 2020. O termo de doação do projeto básico de engenharia das futuras instalações da unidade escolar, que será no Campo de Marte, na capital paulista, foi assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em dezembro de 2020.

Entre as necessidades futuras do Exército Brasileiro, o melhor domínio do espaço cibernético, um quadro com profissionais altamente capacitados, treinados e motivados, o uso de armamentos e equipamentos com alta tecnologia agregada e a atuação em parceria com outras agências na área de conflito.

Ainda segundo o general Tomás, atualmente existem em funcionamento 17 programas estratégicos no Exército. A cada real investido em defesa, o retorno para a sociedade é de R$ 3,66 para o país, a prova de que se trata de uma indústria rentável. “Desenvolver e aprimorar essas iniciativas é investir em educação, tecnologia, na indústria, no comércio, nas relações internacionais”, complementou.

Em nome do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o tenente-brigadeiro do ar Aprígio Azevedo manifestou agradecimento caloroso ao general Tomás pela disponibilidade de ir até a casa da indústria para transmitir uma verdade aula de civismo. “Tivemos aqui a honra de acessar experiências vividas que enriqueceram o conhecimento de todos nós. Um verdadeiro privilégio”, pontuou.

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Na reunião, o oficial listou as iniciativas do Exército Brasileiro e também apresentou as inúmeras atribuições do Comando Militar do Sudeste

OPERAÇÃO COVID-19 – O general Tomás listou as ações de apoio do Exército Brasileiro contra a disseminação do vírus da Covid-19. Somente em São Paulo, são 11 postos de saúde com a presença militar. Entre as atividades, está sendo prestada ajuda humanitária, desinfecção em vários lugares, além do auxílio com gestores municipais que estão enfrentando caos ainda maior nas cidades em que administram. O transporte de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade também tem sido um dos serviços prestados pelo Exército.

“O auxílio do Exército Brasileiro ao governo federal durante a pandemia do novo coronavírus tem sido primordial. Sem essa logística e auxílio, estaríamos em situação ainda mais grave. A vacinação prioritária dos indígenas brasileiros, por exemplo, foi um projeto possível em razão do trabalho do Exército Brasileiro, reforçou Carlos Erane.