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Ações do Deconcic são apresentadas em reunião plenária

Entre os destaques, o Programa Compete Brasil e o Conselho Técnico Consultivo da Escola “Orlando Laviero Ferraiuolo”, do Senai-SP

Agência Indusnet Fiesp 

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou mais uma reunião plenária nesta terça-feira (24/06), na sede da entidade, em que apresentou suas ações mais recentes em diversos setores.

Um dos destaques foi a reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Fiesp, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Mauro Borges. Na ocasião, o ministro concedeu total e irrestrito apoio ao Programa Compete Brasil do Deconcic, que está alinhado ao Plano Brasil Maior do Governo Federal.

Um dos itens da pauta foi uma prestação de contas sobre os objetivos e atribuições do Conselho Técnico Consultivo da Escola “Orlando Laviero Ferraiuolo”, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), especializada em construção civil. O Conselho tem a participação do Deconcic e foi criado em maio deste ano.

“Os conselhos consultivos foram criados para que as escolas do Senai estejam alinhadas com o setor produtivo. Não adianta a escola querer formar algo que a indústria não irá absorver”, afirmou Abílio Weber, diretor da escola “Orlando Laviero Ferraiuolo”. O Conselho vai trazer informações importantes do mercado e opinar sobre o funcionamento da escola e dos cursos.

Para falar sobre o Programa Compete Brasil, o diretor adjunto do Deconcic, Mario William Esper apresentou as ações da missão estratégica sobre Building Information Modeling (BIM), realizada na França, de 2 a 6 de junho.

A reunião do Deconcic: temas do interesse da indústria em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A reunião do Deconcic: temas do interesse da indústria em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“O objetivo foi conhecer as estratégias e os mecanismos adotados por agências francesas para implementação do BIM e os incentivos e contrapartidas para o setor empresarial que levaram o país a elevados índices de sustentabilidade”, afirmou. “Na França, o BIM é considerado mais uma ferramenta de gestão do que técnica.”

Habitação e saneamento 

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo, José Milton Dallari, mostrou algumas interferências e obstáculos na execução de obras de habitação e saneamento, principalmente na região metropolitana e no litoral.

“Os principais obstáculos que a CDHU encontra para suprir a demanda são a viabilidade de terrenos na região metropolitana, cada vez mais escassos e de alto custo; a localização dos terrenos, na franja urbana, de difícil ocupação e com custo mais alto; projetos novos; licenças ambientais; licitação das obras e a indústria da construção, em que é preciso discutir certas questões como a redução de custos de elevadores”, listou Dallari. 

Dallari: dificuldade de encontrar terrenos na região metropolitana de São Paulo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dallari: dificuldade de encontrar terrenos na região metropolitana de São Paulo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Durante a reunião, os coordenadores dos grupos de trabalho de construção industrializada, segurança em edificações e responsabilidade com o investimento apresentaram as atividades realizadas em suas reuniões mais recentes. O destaque foi o lançamento de um concurso , voltado para a comunidade universitária, que pretende premiar ideias inovadoras para a construção.

“A ideia é instituir um prêmio anual, com um tema específico a cada ano”, explicou o coordenador do GT de Responsabilidade com o Investimento, Manuel Rossitto.

O subsecretário de Mineração do Estado de São Paulo, José Fernando Bruno, destacou os esforços do Comitê de Mineração (Comin) da Fiesp juntamente com a bancada de mineração da Assembleia Legislativa para a criação da Subsecretaria de Mineração da Secretaria de Energia. Ele relatou ainda objetivos e ações de sua pasta, bem como comentou que 97% dos municípios no estado de São Paulo não possuem legislação sobre o assunto, e que o setor da mineração, de acordo com entidades do setor, deve produzir 10 milhões de toneladas de agregado a mais por ano, nos próximos cinco anos, devido à expectativa de demanda da construção.

O encontro foi coordenado pelo diretor titular do Deconcic, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio.