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A sociedade ganha com a inclusão dos jovens no mercado de trabalho: tema do 5º encontro sobre responsabilidade social na prática

Participantes debatem o tema e apresentam cases voltados à integração da juventude à força produtiva

Clarissa Viana, Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (31/8), a Fiesp e o Ciesp, por meio do seu Comitê de Responsabilidade Social (Cores) e do Núcleo de Responsabilidade Social (NRS), organizaram o quinto evento virtual para debater a responsabilidade social na prática, abordando a relação dos princípios ESG (Environmental, social and corporate governance) e os desafios das juventudes.

A diretora titular da área de Responsabilidade Social, Grácia Fragalá, mediou o debate, que teve a participação de Daniela Saraiva e Lucas Gregório, do Global Opportunity Youth Network (Goyn) São Paulo sobre os desafios e benefícios de incluir o grupo de jovens no mercado brasileiro; e  Mariana Costa da consultoria PwC e Fábio Melo, da Star Engenharia, que apresentaram seus cases de sucesso e suas experiências nas respectivas empresas.

“Falar da inclusão produtiva de jovens é abordar o futuro que esses jovens terão a partir do que é oferecido agora, no presente. E por isso é fundamental que as empresas participem desse movimento, e o Sesi-SP e o Senai-SP são parceiros da indústria nessas iniciativas”, ressaltou Grácia.

Membro de uma organização que tem como meta incluir 100 mil jovens nos próximos 10 anos nas cidades onde atua, Daniela Saraiva apresentou as iniciativas do Goyn para superar as barreiras da exclusão histórica de grupos vulneráveis. “Os jovens são um grupo diverso, e isso pode ser convertido em equipes diversas dentro das empresas. Por isso, ao invés de falar em perdas pela exclusão histórica de alguns grupos da sociedade, nós trabalhamos para mostrar a oportunidade de trazer ganhos econômicos. Uma pesquisa recente apontou que a inclusão produtiva de jovens pode aumentar em até 2% o PIB da cidade de São Paulo”, destacou.

Apresentando sua experiência como jovem, vindo de uma região periférica de São Paulo, Lucas Gregório compartilhou sua trajetória desde que passou a fazer parte do núcleo de jovens do Goyn e a importância dessa inclusão no mercado de trabalho para seu crescimento pessoal.

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“É muito importante que as organizações olhem como educadoras para os jovens, porque estamos falando de empregabilidade, mas também de oportunidade de transformação na vida do jovem. Além do ganho econômico, tem o ganho de recurso humano, já que a identificação do jovem com a empresa acarreta maior engajamento, e ele é moldado à cultura da empresa desde o início da sua formação como profissional”, pontuou.

Mariana Costa, representando a consultoria PwC, apresentou algumas das iniciativas da empresa na inclusão produtiva dos jovens. “Atuamos em 155 países e a inclusão desses jovens é parte da nossa estratégia de impacto social. Temos um plano pensado na jornada desse ‘jovem potência’, mas também envolvemos todos os nossos times para valorizar a presença deles e estimular a aprendizagem”, afirmou.

Engajada na inclusão produtiva de jovens, a Star Engenharia seleciona estudantes do Senai-SP para projetos, pois já percebeu as vantagens da captação e capacitação de profissionais. “Foi um desafio que decidimos encarar, e percebemos que os benefícios são inúmeros e não apenas para o candidato, mas para nós, como empresa, também. Mobilizamos as equipes internas e conseguimos engajar todos, e percebemos que mais do que uma obrigação, essas ações geram oportunidade para que os jovens desenvolvam o seu potencial, abram suas asas e possam voar, como percebemos na fala do Lucas”, enfatizou Fábio Melo, ao apresentar a experiência da Star Engenharia.

Para conferir tudo o que foi debatido nesse encontro, acesse aqui. O próximo encontro virtual da série será em outubro com foco na relação entre os princípios ESG e a Saúde Ocupacional do Trabalhador. Não perca!

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