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‘A escola terá de ousar para ensinar melhor’, diz superintendente do Sesi-SP em Congresso do CJE

Essa é a opinião de especialistas que debateram a importância da educação para incentivar o empreendedorismo durante o Congresso do CJE

Rosângela Gallardo, Agência Fiesp Indusnet

Para atender às novas necessidades do mundo do trabalho no século XXI, educadores e instituições de ensino precisarão ousar. A opinião é unanimidade entre os especialistas da área de educação reunidos hoje no Congresso do Conselho dos Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp para apresentar iniciativas inovadoras na área. O evento foi realizado ao longo desta terça-feira (01/11), na sede da federação, em São Paulo.

“O Brasil tem muito diagnóstico sobre educação, mas pouca solução”, pontuou Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP.

Para ele, é preciso fazer rupturas para conseguir resultados diferentes. “Entendemos que as entidades educacionais da indústria precisam de uma formação básica sólida para formar os novos profissionais, por isso optamos por um modelo que estimule o aluno a construir o conhecimento e a empreender”.

Para alcançar esse objetivo, a rede Sesi-SP passará, a partir do próximo ano, a conectar as disciplinas a partir de eixos integradores, uma forma de relacionar diferentes conteúdos e aproximá-los do cotidiano do aluno. Na outra ponta, a entidade pretende investir fortemente na formação do docente. Tanto que criou, recentemente, a Faculdade Sesi-SP de Educação, no bairro da Vila Leopoldina, na capital, para formar professores por área de conhecimento e incentivar a prática de ensino.

“Nossos estudantes terão a oportunidade de realizar residência educacional de 20 horas por semana, o que sintetiza a essência do ‘fazer educacional’. Ao final do curso, poderão ser integrados ao corpo docente da instituição”, explica o superintendente do Sesi-SP. A criação de um laboratório de fabricação digital, o Fab Lab Escola Sesi-SP – conectado a uma rede com outros 60 espaços similares espalhados pelo mundo – e a difusão da ciência e tecnologia por meio da robótica e torneios locais e internacionais completam as recentes novidades implementadas pela instituição.

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Vicioni: disciplinas organizadas a partir de eixos integradores em nome do futuro da educação. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Eduardo Gomide, cofundador do Grupo Educacional Weducation, com escolas em São Paulo e São José dos Campos, destacou que os ambientes pedagógicos necessitam motivar alunos com grandes habilidades digitais, mas pouca paciência para aulas expositivas tradicionais. “A educação pressupõe metodologia pedagógica, por isso adotamos tecnologia sofisticada em sala de aula”, explicou Gomide. Junto com a Google, o grupo redefiniu os ambientes pedagógicos para integrar o conhecimento às novas ferramentas digitais.

Na opinião de Alexandre Campos Silva, Education Partner Manager no Google for Education, a tecnologia necessita ser integrada ao ambiente escolar porque sua massificação é um fenômeno mundial, que nasceu da proximidade com a academia. “Nem todos sabem, mas o Google nasceu de um projeto de doutorado de dois engenheiros da Universidade de Stanford, na Califórnia, que desejavam juntar todo o conhecimento do mundo em um buscador”, contou Silva. “E só deu certo porque o orientador acreditou que a ideia, inicialmente maluca, era inovadora”, completou.

Segundo ele, o grande desafio do futuro – que está bem próximo – será formar jovens que irão trabalhar em carreiras que ainda nem existem hoje porque o mundo está em permanente transformação.