imagem google

Sindicato Responsável: Sindiveg – Responsabilidade Social e Informação


Conheça as iniciativas de Responsabilidade Social do Sindiveg - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal

Imagem relacionada a matéria - Id: 1558640996

Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com a publicação intitulada “O Que Você Precisa Saber Sobre Defensivos Agrícolas”, editado pelo Sindiveg, na agricultura, os defensivos agrícolas – também conhecidos como agroquímicos, agrotóxicos, pesticidas, praguicidas ou produtos fitossanitários – são substâncias químicas ou biológicas que estão entre as tecnologias usadas nas lavouras. Eles existem para proteger as lavouras do ataque e da proliferação de fungos, bactérias, ácaros, vírus, parasitas, plantas daninhas, nematoides e insetos considerados pragas ou causadoras de doenças.

No Brasil, o ataque de pragas é mais severo por conta das condições climáticas de um país tropical, com temperaturas mais altas e ambiente mais úmido, e os defensivos agrícolas são aplicados quando as pragas estão a ponto de prejudicar de forma irreversível o plantio. Antes que isso aconteça, existe uma série de medidas de manejo (Manejo Integrado de Pragas -MIP) para evitar a infestação de praga. O MIP consiste na utilização de diversos métodos, ferramentas e medidas de manejo como, rotação de culturas, destruição de restos naturais da cultura contaminada por pragas, alteração da época de plantio ou colheita, poda ou desbaste, cultura armadilha, destruição de hospedeiros alternativos, uso de armadilhas físicas, destruição manual, fomento dos inimigos naturais, feromônios, entre outros. Depois da utilização dessas ferramentas que não foram capazes de controlar as pragas, deve se utilizar o defensivo agrícola.

O Brasil é um dos países que produz mais alimentos com menos aplicação de defensivo agrícola no mundo. É o 13º, entre os 20 países como Itália, França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Polônia, Japão, Coreia, Austrália, Canadá, Argentina e Estados Unidos. Assim sendo, o Brasil – um dos maiores produtores agrícolas mundiais – consegue fazer um uso racional de defensivos agrícolas e produzir muito mais com bem menos uso de defensivos.

Segundo a publicação, é importante informar que mais de 80% dos pesticidas são usados nas culturas agrícolas que dão origem aos produtos industrializados, energia (álcool) e roupas (algodão), ainda assim, a maior parte (60%) são herbicidas que não são empregados nas plantas que servem de alimento, o produto geralmente é aplicado no caule, nas folhas e nas sementes. Dificilmente é aplicado na parte comestível da planta e há um intervalo de segurança entre a última aplicação de defensivo até chegar à mesa do consumidor. Nesse intervalo, o defensivo agrícola se degrada.

Para esclarecer essas e outras dúvidas, o Sindiveg promove ações, como a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos, que tem como objetivo profissionalizar agentes multiplicadores para que desenvolvam suas próprias técnicas de treinamento, com objetivo de estender seus conhecimentos aos agricultores, amenizando os danos causados pelas aplicações e uso incorreto de defensivos agrícolas. A Unidade conta com um aplicativo para inclusão de informações dos treinamentos realizados pelos agentes multiplicadores. Os públicos-alvo são: Engenheiros agrônomos, Técnicos agrícolas, Representantes de órgãos fiscalizadores, e demais profissionais que atuam levando conhecimento e qualificando aplicadores em todo o Brasil. Esta ação é realizada pelo Instituto Agronômico CEA-IAC (Centro de Engenharia Agrícola) e apoiada pelo Sindiveg. A Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) é outro programa do sindicato, que difunde as técnicas de controle dos fatores que levem a uma aplicação eficaz e segura de defensivos agrícolas. Tendo a responsabilidade ambiental como um pilar. Em parceria com o Sindiveg, o programa é coordenado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), UNESP-Botucatu, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A certificação é concedida ao operador aeroagrícola, com base na regularidade da sua documentação, incluindo aeronaves e pilotos, e em auditorias de boas práticas. Os procedimentos são válidos tanto para empresas prestadoras de serviços como operadoras privadas. Há também o Movimento COLMEIA VIVA, que tem como missão promover o uso correto de defensivos agrícolas na agricultura brasileira para proteger os cultivos e contribuir na garantia do direito básico de alimentação das pessoas, respeitando a apicultura, protegendo as abelhas e o meio ambiente. A Campanha contra defensivos agrícolas ilegais, criada em 2001, tem o objetivo de combater o contrabando e a falsificação de agrotóxicos no Brasil e alertar os produtores rurais de que o emprego de produtos não registrados no Brasil é crime. A recomendação para os agricultores é de que adquiram os defensivos agrícolas somente de revendedores, cooperativas e canais de distribuição credenciados pelas indústrias, sempre acompanhados dos documentos exigidos pela Lei, a nota fiscal e a receita agronômica para evitarem o uso de produtos ilegais em suas lavouras. A campanha mantém um serviço de Disque-Denúncia (DD) anônimo, para dar suporte à ação das autoridades brasileiras. A ligação é grátis e as denúncias são repassadas diretamente às autoridades policiais e fiscalização. Os delitos de produção, transporte, compra, venda e utilização de agroquímico contrabandeado ou falsificado são considerados crimes de sonegação, contrabando e descaminho e também enquadrados na Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9605, de 12 de fevereiro de 1988); contrabando ou descaminho (art. 334 e 334-A do Código Penal) e na Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89).

Para conhecer melhor essas e outras inciativas do sindicato, acesse www.sindiveg.org.br.

Sobre do Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) é a entidade representativa do setor de defensivos agrícolas no Brasil há mais de 75 anos, reunindo 35 empresas associadas que juntas representam 97,3% do mercado.