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Iniciativas Sustentáveis: Volvo – Qualificando pessoas com deficiência junto com o Senai-SP


A empresa trabalha inclusão de pessoas com deficiência por 10 anos e o resultado tem sido além do esperado

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

Cinco por cento dos funcionários – essa era a quantidade de pessoas com deficiência que a Volvo precisaria ter para cumprir a Lei de Cotas imposta pelo governo. Porém a empresa sentia uma grande dificuldade para encontrar profissionais suficientemente qualificados no mercado de trabalho.

Foi então que eles mapearam quais os tipos de deficiência se adequariam mais às posições e funções na fábrica de caminhões e ônibus, buscaram parceiros para capacitar e formar essas pessoas com deficiência e encontraram o Senai-SP e a Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu). Hoje, o projeto está consolidado e emprega em sua fábrica mais de 180 pessoas com deficiência.

O coordenador de Recursos Humanos, Ricardo Nanami, diz que na área de pintura, por exemplo, há profissionais cegos que fazem parte da checagem. ”Eles têm uma capacidade tátil mais aguçada, consequentemente conseguem identificar falhas que às vezes outros profissionais, sem a deficiência, não conseguiriam perceber a olho nu”, diz Nanami.

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Linha de montagem de Volvo

Na empresa, os funcionários com deficiência são tratados da mesma forma que todos os outros. Eles possuem os mesmos direitos, deveres, as mesmas metas e exigências por resultados como qualquer outro.  A única diferença é que a empresa oferece as adequações necessárias para que possam trabalhar com condição de igualdade com os demais funcionários.

“Eu me senti muito feliz e valorizada quando fui contratada pela Volvo. É uma empresa grande e as pessoas me diziam que era uma das melhores para trabalhar. Aqui, as pessoas são unidas, colaboram umas com as outras e há muito respeito”, relata Gislene Muller, funcionária da produção que possui deficiência auditiva.

A empresa tem várias iniciativas que preparam os demais funcionários para receber os colegas com deficiência e promover a inclusão deles no ambiente de trabalho. Estas inciativas vão desde curso de libras e treinamentos de diversidade, até adaptações do espaço físico.

O coordenador de RH diz ainda que é muito gratificante ver esses funcionários engajados no trabalho, participando das discussões, assumindo novas posições, crescendo e exercendo sua cidadania. “O melhor resultado é ver que realmente se sentem incluídos no dia a dia de trabalho da empresa. É perceber que se sentem cidadãos completos”, conta Nanami.

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