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Iniciativas Sustentáveis: Lupo – Enxergando o potencial de pessoas com deficiência


Empresa estabelece parceria com Apae e se torna modelo de treinamento para profissionais com deficiência na região de Araraquara

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

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Instalada na cidade de Araraquara, a fábrica de meias e cuecas Lupo precisava incluir pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários para cumprir a Lei de cotas existente no país.  No entanto, sua intenção não era apenas contratar profissionais com deficiência, mas sim incluir profissionais do entorno de sua fábrica e gozar do potencial de suas habilidades especiais.

Para isso, a empresa elaborou um projeto em parceria com a Apae da cidade e criou o “Deficiente – Eficiente”, projeto que amplia a contratação de pessoas com deficiência e inclui profissionais com deficiência intelectual severa no mercado de trabalho formal.

O resultado foi surpreendente para a empresa, que notou a habilidade manual especial desses trabalhadores e para as famílias, que puderam incluir seus filhos e familiares em um mercado profissional, com benefícios e todos os direitos trabalhistas, como nunca imaginaram antes.

Com o sucesso da parceria, a Lupo e a Apae implantaram uma filial dentro da entidade e todo o trabalho de acabamento dos produtos passou a ser feito por esse grupo de trabalhadores. Atualmente, 150 profissionais com deficiência fazem parte do quadro de funcionários, dos quais 73 têm deficiência mental e os outros 77 possuem outras diferentes deficiências. Segundo Carlos Alberto Gonçalves, gerente de recursos humanos, a produtividade desses profissionais é tão boa quanto à de qualquer outro empregado e as expectativas da empresa é de ampliar mais a oferta de capacitação, conta Gonçalves.

Apesar do caso de sucesso, a empresa ainda não conseguiu cumprir toda a cota, que hoje deveria ser de 5% perante os 5062 funcionários da companhia. Um dos fatores para essa falta de profissionais é a carência de pessoas com deficiência em condições de contratação e, além disso, há trabalhadores que não querem retornar ao mercado formal para não perderem o benefício previdenciário, segundo relatos da empresa.

Segundo o gerente de Recursos Humanos, Carlos Alberto Gonçalves, a Lupo inovou procurando a Apae que assiste pessoas com deficiências graves e severas e que dificilmente teriam oportunidades no mercado de trabalho. “Com isso, ganhamos créditos junto à comunidade e desenvolvemos pessoas produtivas que surpreenderam não só a família como também a própria Lupo. Conseguimos a satisfação de ajudar obtendo produtividade”, conta Carlos.

O Ministério do Trabalho de Araraquara costuma usar como exemplo para outras empresas da região a modalidade de treinamento promovido pela Apae às pessoas com deficiência mental e também o treinamento da própria Lupo.

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