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Iniciativas Sustentáveis: Inpev – Praticando a Logística Reversa em embalagens de agrotóxicos


Instituto encaminha até 260 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos vazias para o destino correto e é referência mundial em logística reversa

Texto: Karen Pegorari Silveira/ Fotos: Divulgação

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O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) é uma entidade sem fins lucrativos criada pela indústria fabricante de agrotóxicos para realizar a gestão pós-consumo das embalagens vazias de seus produtos.

Ele foi fundado em 2001 e, atualmente, possui 96 empresas associadas, entre elas a Basf, Bayer Cropscience, Du Pont e outras 10 entidades como a Abag, Aenda, Andav, Andef,  Aprosoja, CNA, OCB, Sindag etc.

As embalagens usadas seguem para a reciclagem ou incineração. Cerca de 92% das embalagens vazias de defensivos agrícolas (plásticas, metálicas e de papelão) colocadas no mercado podem ser recicladas. Os 8% restantes são embalagens que tecnicamente não podem ser lavadas (como embalagens flexíveis e embalagem que acondicionam produtos não miscíveis em água), estes são encaminhados à incineração. Há ainda aquelas que não foram corretamente lavadas pelos agricultores, estas também são encaminhadas para a incineração.

Por meio da reciclagem das embalagens vazias de agrotóxicos são produzidos cerca de 17 artefatos que podem ser utilizados pela indústria (da construção civil, de energia etc. Entre eles barrica de papelão, tubo para esgoto, cruzeta de poste de transmissão de energia, embalagem para óleo lubrificante, caixa de bateria automotiva, conduíte corrugado, barrica plástica para incineração, duto corrugado, tampas para embalagens de defensivos agrícola, além da Ecoplástica Triex – embalagem que tem sua fabricação voltada para o envase do próprio defensivo agrícola produzida pela Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos.

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Nos últimos onze anos, os distribuidores de defensivos agrícolas e agricultores investiram cerca de R$ 600 milhões no programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, sendo que a indústria (representada pelo InpEV) investiu mais de 80% desse valor.

O Sistema Campo Limpo, – formado por agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público, encaminhou mais de 260 mil toneladas de embalagens vazias para o destino correto desde a criação do sistema em 2002. De acordo com uma pesquisa da Fundação Espaço ECO (BASF), entre 2002 e 2012, o sistema economizou energia elétrica equivalente ao abastecimento de 137 mil casas e evitou o consumo de água equivalente a 36 milhões de caixas de água.

“A expectativa é destinar 40 mil toneladas de embalagens de forma ambientalmente adequada em 2013. Em 2012 foram 37390 mil toneladas”, conta João Cesar M. Rando, Diretor-Presidente do InpEV.

A Lei nº 12.305/2010 dedicou especial atenção à Logística Reversa e definiu três diferentes instrumentos que poderão ser usados para a sua implantação: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso.

Para acesse a Lei, na íntegra, clique aqui.

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