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Entrevista: Construções Responsáveis


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Por Karen Pegorari Silveira

O ano de 2019 começou com a expectativa de um cenário próspero para o setor da construção civil. Depois de um período de crise econômica que afetou o Brasil, o mercado dá sinais de recuperação para este ano.

Para que esta retomada aconteça de forma responsável e perene, colhemos algumas dicas com Ana Claudia Gomes, presidente do Fórum de Ação Social e Cidadania da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e gerente de Relações Institucionais do Seconci-Rio.

Confira na íntegra esta entrevista:

Pesquisas sugerem que os grandes desafios do setor de construção civil para os próximos 5 anos serão relacionados com as metas 8 e 9 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – Trabalho Decente e Infraestrutura Sustentável. Você concorda com esta afirmação ou, em sua opinião, há outros desafios mais urgentes?

Ana Claudia – Concordo que estes sejam desafios grandes para setor em função de dois motivos principais: 1- A regulamentação da terceirização aumentando o desafio de gerir toda conformidade legal dentro da cadeia produtiva, que em nosso setor é bastante pulverizada e formada por muitas pequenas empresas. Esta tem sido SEMPRE a preocupação da CBIC e dos Sinduscon’s, apoiar as construtoras na gestão desta cadeia e ainda os pequenos empresários, orientando e apoiando com relação a todas as exigências legais. 2- A grande crise financeira enfrentada pelos governos em todas as esferas, tornando cada vez mais difícil o investimento em infraestrutura. Neste sentido entendemos que o caminho são as PPP – parcerias público privadas.

Por que é importante que as empresas se empenhem em transpor estes desafios e como elas podem se preparar para isso?

Ana Claudia – Não penso que as empresas tenham outra opção. A sociedade Brasileira já deixou claro que exige mudanças não só dos políticos, governos, mas também das empresas. Portanto mudar passa a ser uma questão de sobrevivência. A preparação para estas novas exigências e cobranças pode e deve passar pelo apoio das entidades empresariais que também estão tendo que se reinventar para verdadeiramente entregar valor para seu quadro de associados.

Quais ações podem ser adotadas pelas empresas, de todos os portes, para que elas se mantenham competitivas e bem-conceituadas no mercado?

Ana Claudia – Acho que as empresas devem se relacionar de forma ética e transparente com todos os seus stakeholders. Devem implantar sistemas de gestão de sua cadeia produtiva, sistemas de integridade e, ainda programas de relacionamento com as comunidades no entorno de seus empreendimentos, além é claro de programas voltados para o atendimento aos consumidores.

Além dos obstáculos para se manterem competitivas, as empresas do setor de construção civil enfrentam ainda uma queda na confiança do setor. Como você acredita ser possível mudar este cenário?

Ana Claudia – Em todo e qualquer segmento produtivo existem os bons e os maus empreendedores. A CBIC e o Sinduscon’s representam e apoiam as empresas que trabalham de forma ética e íntegra e é isso que estamos mostrando o tempo todo à sociedade. A divulgação de boas práticas de forma sistemática como temos feito, além de inspirar empresas também revela quem é a verdadeira indústria da construção Brasileira, uma indústria responsável e ética da qual o Brasil tanto precisa.