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Iniciativas Sustentáveis: Turma da Mônica – Representatividade na Infância


Inclusão e representatividade fazem das histórias da Turma da Mônica um grande sucesso entre o público infantil e no mercado editorial

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Por Karen Pegorari Silveira

Representatividade é uma das palavras mais usadas nos últimos tempos e cada vez mais é uma exigência dos consumidores e trabalhadores que desejam se sentir representados na TV, na política, no mercado de trabalho e em anúncios de produtos.

Com as crianças não é diferente, elas procuram por brinquedos e desenhos que as representem e para atender essa demanda a Turma da Mônica e seus lendários personagens têm incluído cada vez mais amiguinhos em seus quadrinhos.

A Diversidade e inclusão fazem parte da história da Mauricio de Sousa Produções desde seu início, em 1959, quando o criador da Turma da Mônica procurou levar aos quadrinhos a realidade que viveu em sua infância em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo “em que crianças das mais diferentes origens conviviam e brincavam, com amizade e respeito às diferenças”, como ele costuma contar.

A ideia de que todos podemos conviver e aprender com as diferenças já estava no início da Turminha. Não sem algumas resistências. Houve quem se preocupasse que Cebolinha ou Chico Bento pudessem influenciar as crianças a falarem e até escreverem “errado” (ou “elado”). Chico Bento escapou por pouco da caneta dos censores durante os anos de governo militar.  Hoje, é identificado pelos linguistas como exemplo das muitas variantes do português brasileiro. Se para criar os primeiros personagens meninos Mauricio se inspirou em seus amigos de infância, as primeiras personagens meninas foram baseadas em suas filhas. Mônica, inspirada em sua segunda filha, chegou em 1963, mostrando a força das mulheres quando ainda não se falava em empoderamento e igualdade de gênero. Jeremias, o primeiro personagem negro, surgiu nos anos 1960. No mesmo ano, apareceria também o personagem indígena Papa-Capim. Também foi criado na década de 1960, Humberto, personagem mudo e que depois aprenderia Libras (Língua Brasileira de Sinais). Em 2001, o Instituto Mauricio de Sousa foi convidado por uma representante da Universidade de Harvard para desenvolver um projeto com o objetivo de alertar a população sobre os sintomas do autismo. Após meses de estudos, nasceu André. Em 2004, Mauricio ampliaria ainda mais a diversidade, criando Dorinha, inspirada na educadora Dorina Nowill, criadora da Fundação Dorina Nowill para Cegos, e Luca, personagem cadeirante, inspirado nos atletas paraolímpicos. Em 2009 seria criada Tati, personagem com síndrome de Down, inspirada em Tathi Piancastelli, hoje atriz e autora teatral. Em 2017 chegou Milena, personagem negra que nasceu para ser uma das meninas protagonistas da Turma, ao lado de Mônica e Magali. Em 2019, demos às boas-vindas ao Edu, personagem com distrofia muscular de Duchenne, que tem auxiliado a ampliar a conscientização sobre as doenças raras.

As ações de inclusão foram se desenvolvendo à medida que a empresa foi crescendo e sua produção foi se tornando mais variada e complexa, com a presença de seus personagens nas mais diversas plataformas. A Mauricio de Sousa Produções foi uma das pioneiras a disponibilizar seu conteúdo de animação acompanhado de audiodescrição e tradução em Libras, inicialmente em DVD, na série Cinegibi, e depois no seu canal no YouTube, para citar um exemplo. Os episódios com tradução em Libras possuem uma intérprete que se integra à cena original do vídeo. Já os desenhos animados com audiodescrição contam com uma narração descritiva das cenas. No YouTube as animações também têm legendas inseridas manualmente pela empresa, que podem ser ativadas pela ferramenta do YouTube, para garantir o acesso também aos surdos oralizados.

A Turma cresceu e, hoje, leva histórias que incluem personagens com deficiência, diversidade étnica, além de temas como direitos da criança e igualdade de direitos e oportunidades para meninos e meninas. Desde 2016 a MSP é signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, quando lançou o projeto Donas da Rua, com apoio da ONU Mulheres. A MSP também investe em ações para ampliar a acessibilidade em seus conteúdos e atrações e fazê-los chegar a um público cada vez maior.

De acordo com o criador da Turma da Mônica e presidente da Mauricio de Sousa Produções, Mauricio de Sousa, a diversidade é fundamental porque faz parte da realidade e todos aprendem com ela. “Além de a retratarmos nas nossas histórias, temos nos preocupado em tornar nossos conteúdos e atrações cada vez mais acessíveis, porque acreditamos que todos devem poder fazer parte da Turma”, diz.

Sobre a Mauricio de Sousa Produções

A Mauricio de Sousa Produções é uma das maiores empresas de entretenimento do Brasil, responsável pela Turma da Mônica. A MSP produz conteúdos em todas as plataformas e no licenciamento trabalha com 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 4 mil itens. A presença da marca no Youtube já chegou a 12 bilhões. Na área editorial, possui um dos maiores estúdios do setor no mundo e já passou dos 300 títulos, com venda de mais de um bilhão de revistas.