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Iniciativas Sustentáveis: John Deere – Inovação e Diversidade


Para inovar, essa indústria do setor de agronegócio e infraestrutura promoveu a inclusão de mulheres imigrantes do Haiti e da Venezuela em suas fábricas de Horizontina e Montenegro (RS) e também em Campinas (SP)

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Por Karen Pegorari Silveira

A inclusão de imigrantes no mercado de trabalho brasileiro ainda é um tabu para muitas empresas, mas para outras é a chance de aumentar a diversidade e gerar inovação, como é caso da John Deere, fabricante de máquinas para os setores de agronegócio e infraestrutura.

Para eles, ter uma equipe plural e diversa vai além de cumprir a legislação ou estar de acordo com as discussões atuais. Trata-se de uma necessidade inerente ao negócio, uma forma de ter novos olhares, públicos, experiências e conhecimentos.

Desde 2017, a John Deere conta com um Conselho de Diversidade, Equidade e Inclusão, formado por lideranças que participam da construção da estratégia e que propõe novas atuações, além dos Comitês de DEI – grupos de funcionários voluntários em cada unidade John Deere e os ERGs – grupos de afinidade que focam especificamente em cada um dos pilares de diversidade da estratégia: Gênero, Pessoas com Deficiência, Funcionários de Produção, Inclusão Étnico-Racial e LGBTQIA+. Atualmente, são mais de 70 iniciativas em andamento em diferentes unidades do país.

Uma dessas iniciativas, em parceria com o Centro Batista de Acolhimento Social (Cebras) do Rio Grande do Sul, tem como objetivo socializar imigrantes e refugiados que chegam a Canoas (RS). Nessa ação a empresa integrou homens e mulheres haitianos para trabalharem na unidade de Montenegro. Para isso, a equipe da John Deere definiu um padrinho para cada imigrante, que ficou responsável pelas orientações do dia a dia e apoio na integração e adaptação. Periodicamente, uma assistente social realiza visitas e conversas com os imigrantes, seus padrinhos, supervisores e integrantes do comitê de DEI. Além disso, são realizados treinamentos e acompanhamentos constantes para a integração específica de mulheres, com incentivo para que que elas participem de programas já tradicionais da empresa, como o WomenREACH e o Women in Operations (WIO), grupos formados e gerenciados por funcionárias para incentivar o desenvolvimento das mulheres e trocar experiências.

Hoje, a empresa conta com imigrantes vindos principalmente do Haiti e da Venezuela em Horizontina e Montenegro (RS), bem como em Campinas (SP).

De acordo com o diretor de RH para a América Latina, Wellington Silvério, a jornada de equidade e inclusão é uma jornada longa, ainda mais em um segmento como de agrícola e construção do qual a John Deere faz parte. “Na companhia, temos dois aspectos que são fundamentais para a efetividade desta jornada: Interesse genuíno da diversidade como fonte para a inovação que precisamos para os nossos negócios e uma grande rede de funcionários aliados que trabalham voluntariamente no impulsionamento de DEI. Os efeitos não poderiam ser melhores. Eles se traduzem em resultados positivos e conectados com as expectativas de nossos funcionários e demais públicos”, diz o executivo.

Atualmente aproximadamente 10% dos funcionários John Deere na América Latina trabalham voluntariamente nas ações dos Comitês.

Sobre a John Deere

A John Deere tem 130 fábricas em 30 países, com mais de 65 mil funcionários. Na América Latina, está presente no Brasil, México, Chile e Argentina. Em 2020, o faturamento global foi de 35 bilhões de dólares.