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Iniciativas Sustentáveis: Avon – Apoio ao Principal Stakeholder


Atenta ao grande desafio enfrentado por seu principal stakeholder, a mulher, essa indústria de beleza se posicionou e criou diversas estratégias de apoio às vítimas de violência

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Por Karen Pegorari Silveira

No Brasil, a cada 1 minuto, 1 caso de violência doméstica contra mulheres foi relatado ao centro de denúncias em 2020, segundo a última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Neste mesmo ano, mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher foram registradas nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100. Do total de registros, 72% (75,7 mil denúncias) são referentes a violência doméstica e familiar contra a mulher, de acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

A violência doméstica e familiar contra a mulher é uma questão não apenas social, já que muitas dessas mulheres têm seu desempenho profissional, sua produtividade e poder de decisão afetados pelo nível de estresse. Segundo pesquisa do Instituto Avon, uma em cada cinco faltas de mulheres ao trabalho, globalmente, está relacionada a agressões no ambiente doméstico.

Atenta a esse desafio social, que atinge e restringe preferencialmente um de seus stakeholders primários (a mulher), essa indústria do setor de beleza abraçou a causa, se posicionou e criou por meio de seu instituto diversas estratégias de enfrentamento a violência doméstica.

Desde 2008, a empresa atua para gerar impacto e transformação na vida de meninas e mulheres em situação de violência, promovendo a conscientização, o diálogo e geração de dados, além de oferecer suporte para que meninas e mulheres tenham atendimento adequado e sejam tratadas com justiça.

A organização aborda o tema tanto para o público externo, com ações voltadas e oferecidas à toda a população, como para o público interno, promovendo o debate, orientando e informando os colaboradores do Instituto Avon (IA) e da Avon e suas representantes de vendas.

Os pilares de atuação nessa temática incluem a divulgação de conhecimento por meio de conteúdos e pesquisas; influência, articulação e apoio de redes de advocacy para implementação de políticas públicas; apoio a projetos nas áreas de segurança pública, justiça, saúde e educação via recursos captados com a venda de produtos Avon; e engajamento e impacto na sociedade civil através de eventos, premiações e campanhas com apoio de representantes da beleza, colaboradores e parceiros.

De 2008 a 2020 a temática de Enfrentamento à violência contra a mulher teve 237 projetos apoiados pelo IA; R$ 44 milhões investidos; mais de 3 milhões de pessoas impactadas (2019-2020); mais de 26 mil representantes engajadas pela causa; mais de 13 mil articulações e parcerias com agentes públicos (profissionais de justiça, saúde, segurança e educação) e 15 casas de passagens apoiadas em 2020. Por meio de treinamentos de lideranças, implementação de canais de acolhimento, criação de políticas corporativas específicas, realização de campanhas de conscientização e projetos de apoio a profissionais, mais de 2 milhões de profissionais já foram beneficiadas com as ações do Instituto. Outro exemplo de iniciativa colaborativa instituída pelo IA é o Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violências Contra Mulheres e Meninas, que, com a ajuda de instituições parceiras, contribuiu com o abrigamento e proteção de mulheres em situação de violência, além de viabilizar mecanismos de suporte jurídico e psicológico, segurança alimentar e capacitação profissional. Os serviços viabilizados pelo Fundo já chegaram a 150 em 18 Estados brasileiros.

A diretora executiva do Instituto Avon, Daniela Grelin, conta que o instituto deseja garantir que cada vez mais pessoas e instituições contribuam com espaços mais seguros para a população feminina, influenciando na implementação de políticas públicas, divulgação de informações e apoio a projetos e ações de conscientização e por isso criou iniciativas como a Coalizão Empresarial pelo Fim das Violências contra Mulheres e Meninas, que reúne mais de 120 empresas engajadas no enfrentamento ao assédio sexual e moral em ambientes de trabalho.

Daniela declara ainda que a adoção de práticas ESG, como essas do aspecto social, é essencial para contribuir com a mudança de um cenário marcado por desigualdades socioeconômicas e violação de direitos fundamentais. “Afinal, o setor privado é capaz de influenciar outras esferas sociais a mobilizarem recursos e unirem esforços para mudar a realidade atual das brasileiras” declara.

Os números mostram os resultados positivos das ações realizadas pelo Instituto. Com a Coalizão Empresarial pelo Fim das Violências Contra Mulheres e Meninas, ao lado da Fundação Dom Cabral e da ONU Mulheres, foi possível alcançar mais de 40 horas de formação sobre o tema para 490 líderes; mais de 2 milhões de colaboradoras impactadas positivamente; 127 empresas signatárias; 70% das empresas signatárias já possuem canais de denúncia, informação e apoio para colaboradoras relatarem situações de violência dentro e fora do ambiente corporativo. 60% delas já tiveram estes canais acionados; 4 organizações parceiras; 12 empresas com políticas e procedimentos internos criados contra o assédio sexual.

Com o Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violências Contra Mulheres e Meninas, em 2021 o IA investiu ainda mais de R$ 800 mil no abrigamento temporário de mulheres e seus filhos em 7 casas de passagens distribuídas em 6 estados brasileiros. Esse valor possibilitou a acomodação e a criação de 430 vagas de acolhimento. Ao todo, 6.491 mulheres foram atendidas pelos serviços de apoio, enquanto 3.527 foram acolhidas. Um de seus pilares é o Programa Acolhe, que oferece acolhimento e diárias para abrigo temporário para mulheres e seus dependentes em uma rede de hotéis parceira. Além disso, realizou o treinamento e a implementação do projeto com mais de 700 gestores e técnicos da rede de acolhimento, em mais de 150 municípios habilitados e ofereceu 960 diárias para mulheres em vulnerabilidade. Além de acolher e encaminhar as mulheres para atendimentos jurídico e apoio psicológico, o projeto também oferece ferramentas para que essas mulheres possam mudar seu futuro e de suas famílias com a capacitação profissional; outro pilar de atuação do Programa Acolhe é a segurança alimentar que tem por finalidade reduzir a vulnerabilidade socioeconômica extrema com a qual convivem. Nesta frente, 210 cartões de auxílio-alimentação foram distribuídos com investimento de quase R$130 mil.

Outra ação lançada pelo Instituto Avon em março de 2020 como resposta ao aumento dos casos de violência contra as mulheres, foi a assistente virtual Ângela – que oferece orientação e atendimentos personalizados gratuitamente a meninas e mulheres via mensagens de texto no aplicativo WhatsApp. Basta incluir o contato da Ângela na agenda do celular (11 94494-2415).  A assistente virtual conta com questionários inspirados em protocolos internacionais para avaliar o grau de risco ao qual a mulher está exposta, além de indicar medidas de suporte oferecidas gratuitamente pelo Instituto Avon e sua rede de parceiros, como a Carelink e o escritório DeVivo Advogados, incluindo assistência social, orientação jurídica e psicológica. Há serviços de doações de alimentos e auxílio transporte para locais seguros, como abrigos temporários e redes públicas de acolhimento e proteção. Como resultados, de abril de 2020 a janeiro de 2022, mais de 24 mil acessos, 3 mil casos considerados de alto risco e mais de 7 mil pessoas receberam atendimento psicológico.

Sobre a Avon

A Avon faz parte do quarto maior grupo exclusivo de beleza no mundo, com faturamento bruto anual superior a US$ 10 bilhões, mais de 6,3 milhões de representantes e consultoras, 3.200 lojas, mais de 40 mil colaboradores e presença em 100 países.