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Artigo: Sustentabilidade no segmento de Climatização e Refrigeração


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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Carlos Eduardo Marchesi Trombini

O Brasil, ao contrário do que muitos pensam, trata o tema sustentabilidade com muita responsabilidade. Porém, é perceptível que em um cenário econômico tão adverso como o nosso, a implantação de programas de sustentabilidade se torna mais lenta e é mais notada e concentrada em empresas de médio e grande portes. Mas isto não significa que micro e pequenas empresas não têm trabalhado programas e projetos sustentáveis.

O segmento econômico de climatização e refrigeração, desde as assinaturas pelo Brasil dos protocolos de Montreal e Kyoto, trabalha incessantemente para cumprir com as metas estabelecidas para a eliminação de substâncias que atacam a camada de Ozônio e provocam o efeito estufa.

Os sistemas de climatização e refrigeração necessitam de substâncias químicas denominadas fluidos refrigerantes e que foram relacionadas no grupo de controle e eliminação dos protocolos de Montreal e Kyoto.

Pois bem, o setor reagiu rápido e colaborou com e ONU, via PNUD e Ministério do Meio Ambiente e eliminou as substâncias com maior poder de ataque à camada de Ozônio, pesquisando, desenvolvendo e produzindo substitutos com melhor performance de operação e com potencial de destruição desta camada quase ao nível zero.

No que diz respeito ao efeito estufa, relacionado com a elevação da temperatura do planeta devido às altas concentrações de gases que provocam a absorção da radiação infravermelha (percebida como calor) emitida pela superfície terrestre, o segmento passou a aplicar aquelas substâncias substitutas que possuíam os mais baixos potenciais de aquecimento global, conhecidos como Global Warming Potential (GWP).

Com a união destas duas características dos fluidos refrigerantes substitutos e a união de esforços para melhorar a qualificação dos profissionais do segmento, os resultados alcançados têm sido extremamente positivos para o segmento.

Os desafios remanescentes, para dizermos que nosso segmento econômico será totalmente sustentável e ambientalmente amigável, são dois: aumentar a eficiência energética dos equipamentos e sistemas e a implantação da logística reversa.

No primeiro deles, a eficiência energética, estamos obtendo resultados estupendos através da dedicação das empresas fabricantes de equipamentos, alcançando metas de baixo consumo energético cada vez mais rigorosas e impostas pelo INMETRO e atendendo às exigências de vários programas de certificações de edificações como o PROCEL EDIFICA, LEED e AQUA.

No caso do segundo desafio, os resultados são mais lentos e com muito ainda a fazer em função dos altos custos envolvidos. Isto não significa que o segmento está parado neste quesito, ao contrário, mas há de se levar em conta os altos investimentos, limitando ações mais rápidas neste sentido.

Mas o nosso lema é JUNTOS SOMOS MAIS FORTES e em breve entendemos que estes desafios estarão superados, mostrando que mais uma vez o segmento vem trabalhando em prol da sociedade brasileira.

*Carlos Eduardo Marchesi Trombini é presidente do SINDRATAR SP – Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo.