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Energia mais barata, não podemos perder

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo e na Rede Bom Dia, em 10/12/12.

Energia mais barata, não podemos perder

Paulo Skaf

Há dois anos a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) encabeça a campanha “Energia a Preço Justo”, para baixar a conta de luz de todos os brasileiros. Depois de muitas batalhas, foi uma vitória o anúncio da presidenta Dilma Rousseff em setembro, em rede nacional de TV, de que as contas de luz das famílias e das empresas ficarão, em média, 20% mais baratas a partir do próximo ano. O Brasil não podia mais continuar com a terceira conta de luz mais cara do mundo!

Por isso, é inaceitável que três companhias estatais — Cemig (MG), Copel (PR) e Cesp (SP) — recusem-se a participar do plano da presidenta, que renova os contratos das empresas do setor se elas aceitarem dar um bom desconto no valor da energia que produzem e levam até as casas, indústrias, escritórios, escolas e hospitais, entre outros. Para quem fizer o preço justo, o contrato continuará valendo.

Ser contra essa ideia é uma tremenda falta de visão quanto à importância de uma energia a preço justo para a criação de empregos, maior competitividade dos setores da produção e da economia como um todo, além de mais tranquilidade no orçamento familiar. Um desconto médio de 20% nas contas de luz de todos os brasileiros é, sem dúvida, um grande passo nesse sentido!

Assim, no vencimento dos contratos dessas estatais, o governo federal deve chamar os leilões para novas concessões, forçando a baixa dos preços também nas usinas que elas operam. E até lá, para atingir os 20% anunciados, terá que abrir mão de impostos e encargos além do que já pretendia.
Não vamos condenar o lucro, legítimo e necessário, mas sim o ganho indevido sobre a parcela da conta de luz relativa à amortização do investimento, feita há muitos anos.

É incrível que apenas três estatais queiram que o povo continue bancando algo que já pagou há décadas. Elas devem enfrentar os novos leilões, assumindo as consequências de não contribuir para um Brasil mais competitivo.

Não podemos perder a oportunidade de ter contas de luz cujos valores sejam justos. É fundamental manter em 2013 essa vitória de todos nós, brasileiros. E se você quiser saber mais, acesse:www.energiaaprecojusto.com.br.