Mudança do clima


Introdução

O Termo “Mudança do Clima” engloba vários conceitos, tais como o efeito estufa, o aquecimento global e suas consequências, as medidas necessárias para prevenir ou minimizar (mitigar) este aquecimento, as ações que a humanidade deverá adotar para se adaptar a esta mudança, inclusive as negociações internacionais.

O efeito estufa é um fenômeno natural causado pela presença de certos gases na atmosfera, conhecidos como Gases de Efeito Estufa (GEE), que provocam retenção do calor e aquecimento da superfície da terra como ilustra a figura abaixo.

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Figura 1. Descrição da ação dos gases de efeito estufa na Terra.

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As emissões de gases de efeito estufa ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e setores da economia: na agricultura, por meio da preparação da terra para plantio e aplicação de fertilizantes; na pecuária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela fermentação entérica do gado; no transporte, pelo uso de combustíveis fósseis; no tratamento dos resíduos sólidos; no desmatamento e degradação de florestas; e nas indústrias em determinados processos de produção.

Há quatro principais gases de efeito estufa (GEE), além de duas famílias de gases, regulados pelo Protocolo de Quioto, conforme observado na tabela a seguir:

Gás de Efeito Estufa

Exemplos de fontes de emissão

Dióxido de carbono (CO2) Uso de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), desmatamento e mudança no uso da terra.
Metano (CH4) Decomposição da matéria orgânica, sendo gerado, geralmente, em atividades agrícolas, aterros sanitários e águas residuais.
Óxido nitroso (N2O) Tratamento de dejetos animais, uso de fertilizantes, da queima de combustíveis fósseis e de alguns processos industriais.
Hexafluoreto de enxofre (SF6) Utilizado principalmente como isolante térmico e condutor de calor.
Hidrofluorcarbonos (HFCs) Utilizados como substitutos dos clorofluorcarbonos (CFCs) em aerossóis e refrigeradores; não agridem a camada de ozônio, mas têm, em geral, alto potencial de aquecimento global.
Perfluorcarbonos (PFCs) Utilizados como gases refrigerantes, solventes, propulsores, espuma e aerossóis.

O Brasil assinou e ratificou a Convenção Quadro de Mudança do Clima e o Protocolo de Quioto, que embasam as diretrizes da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), instituída em 2009 pela Lei 12.187/2009.

Por meio dessa Política, o Brasil assumiu voluntariamente o compromisso de reduzir suas emissões em 36%, em relação às emissões projetadas para 2020. Para o atendimento ao compromisso voluntário, o Decreto nº 7390/2010, que regulamentou a PNMC, determinou a elaboração de Planos Setoriais com a inclusão de ações, indicadores e metas específicas de redução de emissões para a verificação do seu cumprimento.

Em 2012 foi publicado o Plano Setorial de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Indústria de Transformação, conhecido como Plano Indústria, que adota como referência 5 eixos principais de atuação, apresentadas na figura a seguir. Estabelece ainda, uma meta de redução de emissões e uso de energia no setor industrial de 5% em relação ao cenário tendencial (Business As Usual) projetado para 2020, o que equivale a um valor total de emissões de GEE para o setor industrial brasileiro de 308,6 MtCO2eq em 2020.

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Figura 2. Indicação dos cinco principais eixos do Plano Indústria.

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O Estado de São Paulo (Lei nº 13.798/09), bem como o município de São Paulo (Lei nº 14.933/09), também instituíram políticas relacionadas às mudanças climáticas.

Com a definição de políticas para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, o desenvolvimento de mercados de carbono, e as discussões sobre um novo acordo global para redução das emissões de GEE, as mudanças climáticas trazem uma série de desafios e oportunidades para a indústria. Portanto, as indústrias devem se preparar para gerenciar suas emissões de gases de efeito estufa e os riscos associados.

Quantificar e mapear suas emissões de gases de efeito estufa, por meio da elaboração de um inventário de GEE, é o primeiro passo que deve ser dado. Cada vez mais as empresas vem sendo cobradas pelos seus clientes, acionistas ou pelos governos, a possuírem gestão sobre suas emissões de GEE e reportá-las.  Vale ressaltar que no Estado de SP, a elaboração do inventário de GEE já é obrigatório para alguns setores da indústria desde a publicação da Decisão de Diretoria da Cetesb 254 de 22 de agosto de 2012.

Desta forma, inserir este tema em suas agendas permite que as indústrias se antecipem a futuras regulamentações, identifiquem oportunidades de redução de custos por meio do uso eficiente de energia e matérias-primas, adotem padrões de produção e consumo mais sustentáveis, possuam facilidade de acesso a novos mercados, resultando em maior eficiência e competitividade.

Algumas práticas adotadas pelas indústrias que podem, além de reduzir as emissões de GEE, também promover eficiência do processo e redução de custos:

  • Eficiência energética
  • Utilização de combustíveis e fontes de energias renováveis
  • Reciclagem e reaproveitamento de resíduos
  • Utilização de materiais renováveis, com menor intensidade de emissões de GEE
  • Promoção de práticas sustentáveis de manejo florestal, florestamento e reflorestamento
  • Redução de emissões de metano por meio de sua queima ou aproveitamento para a geração de energia

O Departamento de Meio Ambiente (DMA) de longa data vem tratando o tema “Mudança do Clima”, entretanto considerando a importância econômica, ambiental e social desta agenda, em 2009 a Fiesp criou o “Comitê de Mudança do Clima”, coordenado por sua Vice Presidência, desta forma reunindo num mesmo fórum, além do DMA, os Departamentos de Competitividade, de Relações Internacionais, de Energia e do Agronegócio que tem como competência definir estratégias e posicionamentos a serem adotadas pela instituição sobre o tema. Desta forma, para subsidiar seus posicionamentos, a instituição tem acompanhado a agenda internacional, participando das Conferências das Partes sobre o Clima (COP) e suas reuniões prévias, bem como as agendas Nacional e Estadual do tema, participando de todas as reuniões e eventos.

Conheça o trabalho realizado pela Fiesp em prol do meio ambiente e do clima:

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